A excelência e a qualidade dos queijos produzidos no Estado, mais uma vez, foram reconhecidas e colocadas em evidência. Em sua segunda edição, o Prêmio Queijos do Paraná se encerrou, na noite desta sexta-feira (30), com a condecoração de 65 derivados lácteos.
No total, 15 queijos conquistaram medalha de ouro, 20 levaram a prata e 30 ficaram com o bronze (veja a lista abaixo). Além disso, entre os medalhistas de ouro, o júri selecionou dez produtos, que foram condecorados com medalha super ouro. A premiação foi realizada no Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba.
O queijo Parmesão Gold, produzido pela Frimesa Cooperativa Central, de Marechal Cândido Rondon, recebeu a maior pontuação dos jurados, sagrando-se o melhor produto do Prêmio Queijos do Paraná. Além disso, esta edição trouxe como novidade o Concurso Excelência em Muçarela – Edição Pizza, que elegeu os cinco melhores produtos para esta aplicação gastronômica.
O Prêmio Queijos do Paraná é realizado por um comitê-gestor formado pelo Sistema FAEP, Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), Sebrae-PR, Sistema Fecomércio-PR e Sindileite-PR. O objetivo da iniciativa é dar visibilidade aos queijos produzidos no Paraná, colocando-os em posição de destaque, valorizando a cadeia produtiva como um todo. Esse aspecto foi um dos pontos destacados pelo presidente interino do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette, em seu discurso, antes da premiação.
“O Prêmio Queijos do Paraná é mais do que uma competição. É um movimento de valorização da cadeia produtiva dos lácteos paranaenses, que aproxima os produtores da excelência, dos consumidores e dos mercados”, disse Meneguette. “E, é claro, deixo meus parabéns aos vencedores! Que esse reconhecimento seja mais um incentivo para continuar inovando, aprendendo e levando o nome do Paraná cada vez mais longe”, concluiu.
Idealizador do prêmio e consultor do Sistema Faep, Ronei Volpi destacou a evolução em relação à primeira edição. Ele mencionou que além de ar visibilidade à excelência dos queijos produzidos no Paraná, a iniciativa valoriza toda a cadeia produtiva. Volpi também destacou a importância da união das entidades que integram o comitê-gestor do prêmio e de seus apoiadores.
“O Paraná é uma terra de produtores apaixonados, que respeitam a tradição, investem em inovação e transformam o leite no nosso orgulho. O prêmio é um esforço coletivo para valorizar o setor e seu sucesso só foi possível graças ao envolvimento de produtores de diferentes perfis, de pequenas propriedades a modernas indústrias. Ambos mostraram que é possível envolver técnica, sabor, segurança alimentar e identidade” definiu.
O presidente-executivo do Sindileite-PR, Wilson Thiesen, lembrou que em 2025 a primeira indústria de leite do Paraná completa 100 anos. Hoje, são 242 laticínios paranaenses em operação, fazendo com que o Estado seja o segundo em produção de leite. Ele enfatizou a importância da atividade para a economia paranaense.
“Podemos dizer com toda certeza que o leite se expandiu e está nos 399 municípios do Paraná, gerando riqueza e bem-estar social. Somos o segundo maior produtor de leite do Brasil, com 13% da produção nacional, embora tenhamos menos de 6% da população brasileira. Temos que disputar o mercado nacional. Mas somos o primeiro em qualidade e disso não abrimos mão. Viva os queijos do Paraná”, disse.
O diretor-superintendente do Sebrae-PR, Vitor Roberto Tioqueta, lembrou o papel da entidade no desenvolvimento da cadeia produtiva e na qualidade dos produtos paranaenses. Ele também enalteceu a participação dos produtores e a excelência com que conduzem seus negócios no dia a dia.
“Mais do que parabenizar os premiados, quero reconhecer todos os participantes, pela dedicação com que cumprem sua missão de transformar leite em queijo, atividade tão importante para o Paraná. O Sebrae-PR tem trabalhado em mais de 350 propriedades do Paraná, em projetos dentro da cadeia do leite, desde a qualificação da gestão até design de rótulos e desenvolvimento da marca”, apontou.
Julgamento e premiação
Palmeira, nos Campos Gerais, foi o município com o maior número de medalhas super ouro: três, no total. Entre elas, duas foram conquistadas por queijos produzidos pela Cooperativa Witmarsum. O município de Marechal Cândido Rondon teve dois medalhistas super ouro, de queijeiros diferentes. Os outros super ouro foram para Cantagalo, Chopinzinho (ambos no Centro Sul), Diamante D’Oeste, Palotina (ambos no Oeste) e Ivaiporã (Norte).
Os medalhistas poderão utilizar em suas embalagens o selo da premiação, agregando valor ao produto. Todos os concorrentes receberão um relatório com apontamentos técnicos, detalhando os pontos fortes do produto e aspectos que podem ser melhorados.
Batendo o recorde da primeira edição, o Prêmio Queijos do Paraná teve 515 produtos inscritos, dos quais 477 foram habilitados a participar, concorrendo em 21 categorias. Os queijos participantes foram produzidos por um total de 108 queijeiros e/ou laticínios, de 76 municípios paranaenses. O júri do concurso formado por 81 integrantes levou em conta critérios técnicos e sensoriais pré-estabelecidos.
Ao longo da avaliação, cada queijo recebeu pontos de 0 a 20. Os que obtiverem 18 pontos ou mais foram agraciados com medalha de ouro. Quem fez entre 16 e 18 pontos, recebeu a medalha de prata. O bronze ficou para os que atingiram pontuação entre 14 e 16.
Selecionados entre os 15 medalhistas de ouro, os queijos agraciados com o super ouro participaram de uma nova rodada, realizada no auditório do MON. Previamente, foram selecionados dez super jurados, cada um responsável por defender um dos super ouro. Em seguida, cada produto – um por vez – foi degustado e avaliado pelos integrantes do júri, que expunham suas notas na hora, em plaquinhas. O de maior nota – o Parmesão Gold – foi eleito o melhor produto do Prêmio Queijos do Paraná.





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