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Ramadã: mês sagrado faz restaurantes abrirem de madrugada em cidade do PR com 2ª maior comunidade islâmica do Brasil

Em Foz do Iguaçu, rotina muda para atender fiéis durante o período de jejum diurno.


calendar_month 18 de fevereiro de 2026
2 min de leitura

O início do Ramadã, mês sagrado do Islã, mudou a rotina de restaurantes em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, que passaram a abrir de madrugada para atender fiéis durante o período de jejum. A cidade abriga a segunda maior comunidade islâmica do Brasil.

Durante o Ramadã, o nono e mais sagrado mês do calendário islâmico, os fiéis jejuam do amanhecer ao pôr do sol, sem comer, beber ou fumar.

A principal refeição ocorre à noite, no momento da quebra do jejum, o que transfere encontros sociais e a movimentação econômica para a madrugada.

Para acompanhar essa dinâmica, restaurantes árabes e estabelecimentos de culinária oriental ajustaram os horários de funcionamento.

Em alguns casos, as portas se abrem por volta das 23 horas e seguem abertas até o início da manhã.

O comerciante Abdul Jalil, dono de um restaurante especializado em esfirras e pratos árabes, explica que, durante o Ramadã, o local funciona das 23 às 3 horas nos dias de semana. Aos fins de semana, o atendimento vai das 22 às 5 horas. Segundo ele, a mudança é necessária para atender à demanda da comunidade.

“A gente precisa comer antes de dormir porque precisamos aguentar cerca de 14 horas de jejum. Tem pessoas que vêm aqui comer esfirras 4 horas da madrugada”, explica Abdul.

Segundo ele, são mais de 20 restaurantes espalhados pela cidade que adotam a mudança no horário.

Comida árabe é tradicional em Rio Preto (SP) — Foto: Reprodução/TV TEM

Além do impacto no comércio, o período tem forte significado religioso. O Ramadã marca a revelação dos primeiros versículos do Alcorão ao profeta Muhammad, há mais de 1.400 anos. O jejum é um dos cinco pilares do Islã e simboliza fé, disciplina e autocontrole.

“É um mês de reflexão, de fortalecimento espiritual e de autocontrole. O jejum ensina paciência, empatia e respeito”, explica o sheikh Oussama El Zahed, líder religioso da Mesquita de Foz do Iguaçu.

Com g1

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