O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), afirmou que vai participar da reunião de emergência convocada pelo presidente Lula (PT) e governadores de todos os estados marcada para Brasília, nesta segunda-feira (9).
A reunião, prevista para 18 horas, é uma resposta à invasão de bolsonaristas radicais aos prédios do Congresso Nacional, Palácio do Alvorada e Supremo Tribunal Federal (STF), no domingo (8).
Um dos objetivos do encontro, segundo o presidente, é fazer um ato em defesa à democracia brasileira e discutir ações conjuntas para resolver a crise atual. Outro é articular apoio nacional para evitar que os atos de Brasília se espalhem.
Inicialmente o governador tinha recusado a reunião por questões de agenda, o que o impossibilitaria de se deslocar até Brasília. Porém, após a possibilidade de acompanhar a reunião de maneira remota, Ratinho Junior confirmou a participação.
No início da tarde, o governador do Paraná voltou atrás e anunciou que participará presencialmente da reunião.
A assessoria dele afirmou que a mudança ocorreu após o governo federal cancelar a possibilidade de participar via online da reunião. Por conta disso, o governador cancelou os compromissos marcados para se deslocar até a capital federal.
Ratinho Junior repudiou atos terroristas em Brasília
Ainda no domingo (8) o governador do Paraná repudiou os atos terroristas registrados na capital federal.
Por meio de um post nas redes sociais Ratinho Junior afirmou que “acredita na democracia, em um Brasil unido, livre e em paz”.

Mais tarde, o governo estadual também divulgou nota na qual classifica o episódio como atos terroristas e afirma que o estado está à disposição para pacificação do país.
“Ações desta natureza são inadmissíveis e atentam contra a democracia e o estado de direito. Somos a favor da paz e do respeito. O Paraná se coloca à disposição do Ministério da Justiça para auxiliar no que for preciso e contribuir para a rápida retomada da ordem e da paz na capital federal”, dizia o comunicado.
Em entrevista nesta segunda-feira, Ratinho afirmou que a “manifestação por si só é legítima, mas quando passa do ponto, temos que rechaçar esse tipo de atitude”.
Com G1