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“Reajuste é especulação”, diz Lupion sobre salários de servidores

calendar_month 10 de abril de 2018
2 min de leitura

A informação de que a governadora Cida Borghetti (PP) poderia conceder algum reajuste salarial para os servidores públicos agitou os bastidores da Assembleia Legislativa nesta terça-feira (10). A questão foi levantada pelo líder da bancada do PMDB na Assembleia Legislativa, deputado estadual Nereu Moura, durante audiência pública com representantes de entidades de classe de policiais militares e civis para discutir a retomada da data-base do funcionalismo público, congelada pelo governo Beto Richa até 2019. Segundo Moura, estariam circulando “nos corredores da Assembleia” comentários de que a nova governadora estuda uma forma de dar reajuste aos servidores com forma de iniciar a gestão com uma “agenda positiva”, impulsionando sua pré-candidatura à reeleição. O líder do novo governo na Assembleia, deputado Pedro Lupion, porém, desconversou. “É especulação”, disse, garantindo que não há nada oficial. “É um governo de continuidade. O reajuste é uma definição que tem impacto direto na folha de pagamento e nas finanças estaduais. Não dá simplesmente para virar a página e começar um plano novo”, disse Lupion, afirmando que a disposição de Cida é de estabelecer uma relação de diálogo com o funcionalismo.

Limite

Segundo um deputado de oposição, a governadora pode até conceder algum índice porcentual de reposição salarial aos servidores, mas dentro de uma margem estreita. É que uma lei proposta por Richa e aprovada pela Assembleia no ano passado instituiu o chamado “teto de gastos”, que limita o aumento das despesas do governo em 2018 e 2019 ao índice da inflação acumulada no ano. Como os gastos têm um aumento vegetativo anual de mais de um ponto porcentual, não haveria margem para repor a inflação, que no ano passado ficou pouco abaixo de 3%.

Uma das mudanças promovidas por Cida Borghetti foi a saída de Mauro Ricardo Costa do comando da Secretaria de Estado da Fazenda. Costa ocupava o cargo desde o final de 2014, quando o governo Richa iniciou o ajuste fiscal, com aumento de impostos e corte de benefícios de servidores, além do uso de recursos do fundo de previdência do funcionalismo para reforçar o caixa do Estado. O ex-secretário era apontado justamente como principal mentor da política de congelamento dos salários dos servidores.

 

Com informações Bem Paraná

 
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