Multas de trânsito não pagas, impostos atrasados, pendências com órgãos públicos, CPF ou CNPJ inscritos em dívida ativa da União (Previdência Social), ou ainda inadimplência e prejuízos antigos registrados no Banco Central. Estes são alguns dos fatores que inviabilizaram pelo menos 3.260 pedidos de crédito feitos à Fomento Paraná no programa Paraná Recupera, que recebeu 28,5 mil solicitações desde 27 de março. A função da verificação documental é garantir que os recursos financeiros disponíveis sejam bem usados e possam retornar para apoiar outros empreendedores.
“Criamos condições diferenciadas de crédito para os pequenos negócios neste momento de dificuldade com a redução da atividade econômica, mas muitas empresas já estavam com pendências anteriores à pandemia”, explica Everton Ribeiro, diretor de Operações do Setor Privado da Fomento Paraná. “Temos orientado o empreendedor a se regularizar e retomar a proposta, mas cada pedido negado por inconsistência na documentação e outras pendências significa um tempo gasto, que atrasa a análise das propostas seguintes e provoca reclamações. Mas os recursos estão sendo liberados”, reforçou.
De acordo com o diretor, até domingo (17) a instituição já processou 7,7 mil pedidos e liberou ou está em vias de liberar 4,4 mil contratos de financiamento recebidos pelo programa Paraná Recupera.
PARCERIAS
A Fomento Paraná não possui filiais, seguindo normas do Banco Central. Por esta razão, o modelo de oferta do crédito orientado é feito por meio de parcerias com as prefeituras, associações comerciais e outras entidades. O modelo de cooperação da instituição está presente em mais de 220 municípios e possibilitou a concessão de mais de R$ 370 milhões para atender 35 mil contratos de microcrédito ao longo de dez anos.
O secretário de Indústria, Comércio e Turismo de Marechal Cândido Rondon, Sérgio Marcucci, destaca a importância da parceria. “A Fomento Paraná assumiu um papel muito importante nesse contexto da pandemia. Os valores liberados são muito importantes, tanto no aspecto social quanto na movimentação econômica no município”, afirma o chefe da pasta, que mantém postos de atendimento com agente de crédito na agência do Trabalhador (Sine) e no Módulo Empresarial na prefeitura. “Nós não paramos de atender. Seja de forma remota, seja com hora marcada, com todas as recomendações de proteção”, frisa.
Marcucci contabiliza mais de R$ 1,5 milhão em empréstimos já aprovados no município. “Se esse dinheiro girar três vezes no comércio local, teremos quase R$ 5 milhões, o que para nós é uma grande satisfação”, comenta.
Com Agência Estadual de Notícias
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