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Rio Paraná está com nível de cinco e oito metros abaixo do normal na região da Ponte da Amizade; entenda

Baixa no nível tem relação com poucas chuvas e estratégia de armazenamento de água por Itaipu - uma vez que trecho fica localizado após a passagem do leito pela usina hidroelétrica - para momentos de crise


calendar_month 4 de setembro de 2024
3 min de leitura

O Rio Paraná está com nível de cinco a oito metros abaixo no normal deixando à mostra parte das margens e pedras, no trecho próximo a Ponte Internacional da Amizade, entre Foz do Iguaçu e Cidade do Leste, no Paraguai, segundo Itaipu Binacional.

A baixa no nível tem alguns fatores. Entre eles está a queda nas precipitações registradas no Paraná e em outros estados ao longo do leito do rio, que é o segundo maior da América do Sul, com mais de 4,8 mil quilômetros de extensão, ficando atrás apenas do Rio Amazonas.

O menor volume de água no trecho, localizado após a passagem do leito pela barragem de Itaipu, ocorre também em razão de estratégias adotadas pela usina para guardar mais água para geração de energia nos próximos meses, explicou o diretor do sistema de operações de Itaipu, Paulo Zanelli.

“Temos adotado uma estratégia de operação nos últimos dias que visa recuperar o nível [do reservatório]. Nos últimos 15 dias, recuperamos cerca de 30 centímetros, aumentamos 30 centímetros, isso porque estamos fazendo essa operação, já prevendo que no último trimestre nós vamos ter que utilizar essa água”, afirmou Zanelli.

“O aumento das temperaturas com a primavera e verão, vai demandar maior consumo de energia, e Itaipu pretende chegar nesse último trimestre com volume de água armazenado adequado para atender as necessidades de Brasil e do Paraguai”, explicou o diretor do sistema de operações de Itaipu.

Segundo a usina, o nível do reservatório de Itaipu, está dentro dos limites da faixa normal de operação e poucos trechos de margens ficam com terra aparente.

Geração de energia de Itaipu

A produção de energia elétrica acumulada em 2024 por Itaipu totalizou 42,9 milhões de MWH até o último domingo (1). A expectativa da usina é que a produção do segundo semestre seja superior à do primeiro semestre por conta da crise hídrica no país.

A usina funciona atualmente como uma bateria do sistema elétrico brasileiro, sendo aciona em momentos de maior demanda. Neste período, por exemplo, durante o dia a usina opera com menor potência, mas no decorrer da tarde e fim do dia, aumenta a geração de energia.

“Ela mantém uma geração numa faixa relativamente baixa durante o dia e a partir das 16 horas, que é quando começa a reduzir o aporte de geração solar, tem esse aumento da demanda e Itaipu entra com geração nesse período, chamado de ponta de carga, então a carga do sistema começa a aumentar, e a geração solar a reduzir, então Itaipu entra e aumenta sua geração de energia até umas 22 horas”, esclareceu Zanelli.

Segundo Itaipu, a usina atende normalmente as demandas dos sistemas elétricos brasileiro e paraguaio.

Foto: Reprodução RPC

Com G1

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