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Rodovias federais do Paraná registram mais de 130 roubos de cargas no primeiro semestre de 2020, informa PRF

calendar_month 16 de agosto de 2020
2 min de leitura

No primeiro semestre deste ano, 134 roubos de cargas foram registrados nas rodovias federais do Paraná. A Região Metropolitana de Curitiba é a mais perigosa, conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

No ano passado, foram 251 assaltos nas estradas, principalmente em caminhões que transportam alimentos, grãos e combustíveis.

Segundo a polícia, os furtos e roubos de cargas nas estradas ocorrem 24 horas por dia e sempre à mão armada. Há casos em que o motorista é feito refém enquanto a carga faz um caminho diferente do original.

“Locais em que não há comunicação, principalmente via celular, locais longe dos postos policiais e também locais que eles tenham várias saídas. A gente tem procurado agir mesmo na questão da presença para que seja inibida a ação dos assaltantes”, disse o policial Rogério de Oliveira Pruêncio.

O alvo dos assaltos a caminhões nas estradas é a carga. Quando um motorista sai para a estrada, algumas estratégias não garantem, mas aumentam as chances de uma viagem mais tranquila.

A família Dalzoto, que viaja para o Norte do Estado carregando semente de soja, tem cuidados com a carga e com a vida.

“Nós andamos sempre juntos, independente do valor. É mais segurança porque vai ter que roubar três caminhões e não um só”, comentou o caminhoneiro Gilberto Dalzoto.

A PRF afirma que o motorista sozinho atrai assaltantes que roubam a carga em movimento, cercando o veículo, ou estacionada nos locais onde os motoristas costumam parar. Além disso, a polícia diz que os assaltantes não agem sozinhos.

“Dono do barracão, o autor intelectual – que é o que organiza, e a pessoa que depois vende o produto final”, explicou Cássio André Dias Conceição, delegado de furtos e roubos de carga.

A pessoa que estiver envolvida nos assaltos pode responder por vários crimes, como: roubo, organização criminosa e receptação, com pena variando de 5 a 15 anos de prisão. Quem compra carga roubada também faz parte da rede do crime.

“Geralmente essas cargas vendidas em supermercados estão em um preço abaixo da tabela e sem nota. Então, é toda uma rede, é toda uma organização criminosa”, completou o delegado.

 

Com G1

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