
A Secretaria de Saúde de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, confirmou nesta terça-feira (16) o primeiro caso de morte por gripe H3N2 em 2017. A vítima é um homem de 93 anos que não havia tomado a vacina contra a doença. Em 2016, foram registradas 27 mortes por H1N1 na cidade.
De acordo com a responsável pelo Programa de Imunização do Município, Adriana Izuka, este é um tipo comum de gripe nesta época do ano, mas que pode se agravar dependendo das condições de saúde do paciente.
A H3N2 é um tipo de influenza A, às vezes circula mais H1N1 e às vezes mais H3N2, que é o vírus predominante este ano, comentou.
Os tipos de vírus que circulam no município são medidos pela unidade sentinela. A unidade observa as coletas das pessoas com síndrome gripal. São coletadas amostras em cinco pessoas aleatórias por semana, para saber qual vírus em circulação no município e esse ano está mais H3N2, completou.
Vacinação
Adriana reforça que o grupo de risco tem até o dia 26 para se vacinar em qualquer unidade de saúde. A meta é vacinar 90% das 67 mil pessoas que compreendem os grupos prioritários. Até esta terça, cerca de 32 mil pessoas haviam sido imunizadas, o equivalente a 45% do objetivo.
O volume está abaixo do esperado, especialmente no grupo de crianças e gestantes. Apenas 27% das crianças foram vacinadas, e 32% das gestantes, disse Adriana.
A vacina contra a Influenza protege contra todos os tipos circulantes da gripe, incluindo o H1N1 e H3N2.
Grupo prioritário
Precisam receber a vacina crianças com idade entre seis meses e cinco anos, trabalhadores da área da saúde pública e privada, gestantes, mulheres no pós-parto de até 45 dias, idosos com mais de 60 anos, presos, trabalhadores do sistema prisional e professor.