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Secretaria de Educação do Paraná esclarece que mudanças na EJA estão em fase de estudo e que não haverá redução da oferta

Esclarecimento foi feito após comunicado à comunidade dizer que modalidade deixaria de ser ofertada em nove escolas estaduais de Curitiba


calendar_month 16 de novembro de 2023
4 min de leitura

A Secretaria de Educação do Estado do Paraná (Seed) esclareceu que a Educação de Jovens e Adultos (EJA) não terá redução de oferta, mas que pode haver mudanças nos locais que oferecerão a modalidade a partir de 2024.

A pasta também afirma que os atuais alunos seguirão com as aulas normalmente, nas escolas onde estão matriculados, e que as eventuais alterações só afetarão novos estudantes que vierem a ingressar na EJA.

As informações foram prestadas pelo chefe do Departamento de Planejamento da Rede estadual de ensino, Gabriel Felipi de Araújo Silva, em entrevista nesta terça-feira (14) à RPC, após o Núcleo Regional de Educação (NRE) de Curitiba comunicar a direção de nove colégios estaduais da capital sobre o encerramento da EJA nas instituições.

O documento do núcleo, que faz parte da secretaria estadual, comunicando a mudança é de 6 de novembro e trata das seguintes instituições estaduais localizadas em Curitiba:

João Paulo II, C E-EF M
Euzébio da Mota, C E-EF M PROF;
Júlio Mesquita, C E PROF-EF M PROFIS;
Manoel Ribas, C E-EF M
Máximo Atílio Asineli, C E PROF-EF M
Maria Balbina Costa Dias, CE PROFA-EF M
Isolda Schmid, C E-EF M
Isabel L S Souza, C E PROFA-EF M PROFIS
João Wislinsk, C E PE-EF M

Documento de 6 de novembro diz que EJA será encerrado em 2024, mas pasta alega que modalidade passará por ‘reorganização’ (Foto: Divulgação)

Mudanças em fase de discussão

De acordo com o chefe do Departamento de Planejamento da Rede estadual de ensino, o planejamento escolar para 2024 ainda está sendo elaborado e as definições sobre quais escolas de fato serão impactadas pela realocação devem ser divulgadas em breve.

“Portanto, não trata se de encerramento, não trata se de cessação. Trata-se, sim, de uma realocação, porque a oferta está sendo mantida na região e, principalmente, naquelas regiões que são mais populosas são essas que nós estamos mais avançando. Nós estamos fazendo uma reorganização na nossa rede de forma a criar instituições de referência da oferta no noturno, que inclui educação de jovens e adultos, educação profissional e ensino médio regular”, explica Gabriel Felipi de Araújo Silva.

A pasta cita que o número de estudantes matriculados na EJA em escolas regulares e em Centros Estaduais de Educação de Jovens e Adultos (CEEBJAs) diminuiu nos últimos anos e que, por isso, a deseja “converter os centros de educação com baixa demanda em escolas de tempo integral”.

Silva afirma que a estimativa inicial é de que, em 2024, haja 5 mil novas vagas para a Educação de Jovens e Adultos, 55 mil para a educação profissional e ainda 150 escolas estaduais que passarão a ofertar ensino integral.

“Justamente em virtude dessas expansões que se fazem necessária essas realocações, essas reorganizações. Para que cada modalidade possa ser acomodada em uma instituição de ensino e a gente consiga ampliar ainda mais o número de matrículas”, argumenta.

A secretaria também disse, em nota, que as mudanças envolvem casos onde as aulas são ministradas à noite, onde há o compartilhamento dos prédios com escolas municipais, e que podem ser ofertadas em colégios estaduais próximos.

Como a secretaria define quais escolas terão EJA

O chefe do Departamento de Planejamento da Rede estadual de ensino explica que a decisão de mudar o local onde as aulas da EJA são ofertadas considera fatores como:

frequência escolar;
taxa de evasão;
taxa de desistência;
a área de abrangência;
deslocamento que o estudante poderia ou deveria percorrer para chegar até a escola;
linhas de transporte público disponíveis na região da escola.

Sindicato critica mudanças

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato) se posicionou contra a proposta da secretaria e disse que, na prática, a medida deve “aprofundar exclusão de trabalhadores e pode aumentar o número analfabetos no Paraná”.

“Para a APP-Sindicato, a decisão evidencia mais uma ação de desmonte da EJA e de exclusão da classe trabalhadora do direito de acesso à educação”, diz o sindicato.

Com G1

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