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Secretaria de Educação recua e decide manter aulas de Artes em 55% das escolas estaduais do Paraná

Disciplina foi retirada de grade curricular no último dia do ano letivo para incluir aulas de Pensamento Computacional. Decisão gerou protestos de professores


calendar_month 11 de janeiro de 2023
2 min de leitura

A Secretaria da Educação e do Esporte (Seed) voltou atrás na decisão de retirar a disciplina de Artes da grade curricular de turmas do 8º e do 9º ano da rede pública do Paraná. A medida foi tomada após reunião com representantes da APP-Sindicato nesta quarta-feira (11), em Curitiba.

Após o encontro, a secretaria informou, por meio de nota, que as aulas de Artes “estão mantidas em aproximadamente 1.000 das 1,8 mil escolas estaduais que oferecem ensino fundamental”.

Segundo a Seed, as escolas que continuarão com a disciplina na grade curricular são as que já ofereciam a matéria ou que estão prontas para ofertar uma sexta aula no dia.

Na nota, a secretaria garante que vai introduzir “aulas de Pensamento Computacional nos anos finais do ensino fundamental”. A pasta argumenta ainda que “a mudança da matriz curricular não exclui o pensamento artístico, que pode ser trabalhado de maneira interdisciplinar”.

Para as 800 escolas restantes, a Seed afirma que estuda viabilizar, ainda em 2023, “uma sexta aula de Artes para os estudantes dos oitavos e nonos anos do ensino fundamental”.

O que diz a APP

A presidente da APP-Sindicato, Walkiria Olegário Mazeto, que esteve na reunião, comemorou a manutenção das aulas de Artes na maioria das escolas da rede estadual, mas defendeu a ampliação para todas as unidades.

“A secretaria se comprometeu a estudar a possibilidade de incluir Artes nas 800 escolas restantes. O resultado deve ser apresentado até o final desta semana. Porém, enfatizamos que a prioridade é que todas as instituições da rede estadual continuem com a disciplina”, disse.

Especialistas analisam mudança

A alteração da grade curricular nas escolas estaduais recebeu críticas de associações e entidades ligadas ao tema. Professores protestaram em Curitiba e Londrina.

A Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior defendeu a manutenção das aulas de Artes que, segundo a entidade, “desenvolve o pensamento complexo, a sensibilidade, a criatividade e a percepção de si e do outro”.

Doutora em Educação pela Universidade de São Paulo (USP) e ex-secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Katia Smole, tem a mesma opinião.

“Os estudos dizem sobre a importância do cérebro adolescente criar, desenvolver a sensibilidade para beleza, para estética. Tudo isso, sem dúvida, tem uma participação importante da arte”.

Com G1

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