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Paraná ANÁLISE

Sesa confirma primeira morte por influenza na região; Marechal Rondon tem um caso suspeito

O boletim da gripe divulgado ontem (11) pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) traz um alerta à região oeste do Paraná. Isso porque foi confirmada a primeira morte provocada por influenza, em Foz do Iguaçu, e se trata de um caso de H3N2. Não há detalhes sobre o paciente, nem a data da morte, que teria acontecido neste mês de abril.

O boletim revela que existem diagnosticados como influenza em todo o Paraná dois casos de H1N1, ambos em Santa Isabel do Oeste, da área de abrangência da 8ª Regional da Saúde de Francisco Beltrão, e um desses pacientes morreu.

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Estão confirmados ainda seis casos de Influenza A H3N2 – um em Fazenda Rio Grande, dois em Curitiba, dois em Foz do Iguaçu, dos quais um morreu, e um em Cafezal do Sul, onde o paciente também morreu. Aparecem ainda na lista sete casos de Influenza A não subtipados, todos na Regional de Francisco Beltrão. O boletim evidencia também seis casos de Influenza B, sendo um na Regional da Saúde de Curitiba, dois na de União da Vitória, um na de Cascavel, um na de Londrina e um na de Jacarezinho, sem mortes.

Na soma, o Estado registrou de 1º de janeiro até agora 21 casos de influenza com três mortes, índice de letalidade de 14%.

Ocorre que, segundo o próprio setor de imunização da 9ª Regional da Saúde de Foz do Iguaçu, somente por lá já foram diagnosticados desde o início do ano 16 casos de influenza. As confirmações vêm após exames no Lacen (Laboratório Central do Estado). Na Regional a informação obtida pela reportagem foi de que os casos não lançados no boletim não se tratavam de pacientes graves e que não precisaram de hospitalização.

Praticamente todos os exames positivos foram detectados no chamado sentinela, quando é feita uma coleta laboratorial para uma média de cinco pacientes internados em Unidades de Pronto-Atendimento ou em UTIs com gripe ou doenças respiratórias. Nas unidades de terapia intensiva, os exames são estendidos a todos os pacientes considerados graves.

Dos 148 testes sentinela realizados na Regional de Foz, pelo menos 11% deles teriam resultado positivo a um dos tipos de influenza, sendo sete de H3N2, vírus para o qual existe um alerta de possível surto neste ano no Brasil, dois de H1N1 e sete de Influenza B.

Outro aspecto que pode contribuir para a não apresentação da realidade dos casos ocorre porque nem todos os pacientes com sintomas peculiares à influenza são submetidos aos exames laboratoriais. Desde 2013 o protocolo usado pelo Estado é de que, caso o paciente dê entrada em uma unidade de saúde, hospital ou pronto-atendimento com sintomas de gripe, a indicação é seguir direto para a medicação antirretroviral, o chamado Tamiflu. “É um medicamento somente distribuído pelo SUS, até onde sabemos não há falta dele e a indicação imediata é para quem tem sintomas similares ao da influenza de modo que o quadro clínico não evolua rapidamente provocando complicações e se tornando um caso grave da doença”, explica o enfermeiro do setor de epidemiologia da 10ª Regional da Saúde de Cascavel, Daniel Loh.

 

Em investigação

Na 10ª Regional de Saúde de Cascavel existem pelo menos sete casos em investigação. Na Regional de Toledo são cinco, mas três já foram descartados e dois seguem em análise, um em Marechal Cândido Rondon e um em Assis Chateaubriand. Na de Foz do Iguaçu essa informação não foi confirmada.

 

Campanha de vacinação

A campanha nacional de vacinação será realizada de 23 de abril a 1º de junho.

No Paraná, a meta é imunizar ao menos 2,88 milhões de pessoas, o que corresponde a 90% dos 3,2 milhões paranaenses que se enquadram nos grupos de risco.

Saiba quem tem prioridade em tomar a dose da vacina contra a gripe:

  • crianças com 6 meses a 4 anos de idade
  • idosos com 60 anos ou mais
  • pessoas com doenças crônicas como diabetes, hipertensão, câncer, asma, bronquite e doenças degenerativas do sistema nervoso central
  • gestantes, independente do tempo de gravidez
  • mulheres em pós-parto, até 45 dias depois do nascimento do bebê
  • profissionais de saúde da rede pública ou privada
  • professores de escolas públicas ou privadas
  • indígenas
  • população carcerária e funcionários do sistema prisional
  • adolescentes e jovens entre com 12 e 21 anos sob medidas socioeducativas

A vacina é contraindicada apenas para quem apresentou reação anafilática em doses anteriores ou tenha alergia grave o ovo de galinha e derivados.

O Presente com informações O Paraná

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