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Técnicos coletam mais de R$ 1,6 mil em moedas das Cataratas do Iguaçu

calendar_month 13 de novembro de 2018
3 min de leitura

Na última limpeza feita nas Cataratas do Iguaçu, em agosto deste ano, profissionais contratados pelo Parque Nacional do Iguaçu tiraram da água o equivalente a mais de R$ 1,6 mil em moedas jogadas pelos visitantes. A próxima está prevista ainda para novembro.

O gesto repetido por muitos dos turistas que visitam o Parque Nacional do Iguaçu, aponta a direção, causa danos à natureza, já que as moedas podem ser engolidas por peixes e pássaros e o metal pode contaminar a água.

Além disso, no último domingo (11) dois jovens se arriscaram para coletá-las, pulando a grade de proteção da passarela que leva ao mirante da Garganta do Diabo.

O cinegrafista da RPC em Foz do Iguaçu Claudemir Fernandes flagrou o momento em que um deles aparece a cerca de 10 metros do precipício que forma as quedas d’água. A altura no local chega a 40 metros. Assista ao vídeo acima.

 

Crime e multa

A Polícia Ambiental, que fica dentro da unidade, foi acionada para tirar os dois da água, mas eles já haviam saído do local e não foram identificados.

De acordo com o comandante Nilson Figueiredo, a atitude dos jovens não caracteriza crime ambiental, mas é passível de multa por contrariar, entre outros, normas de segurança previstas pelo Plano de Manejo da unidade.

Os responsáveis podem responder também por apropriação indébita, já que as moedas pertencem ao parque e só podem ser coletadas por pessoas autorizadas e capacitadas.

A Polícia Federal também deve investigar o caso, já que o Parque Nacional do Iguaçu está em uma área federal.

A administração do parque informou que vai apurar o fato e tomar as providências necessárias, e ressaltou que a área é perigosa e que as moedas são jogadas indevidamente na água, o que também pode ser considerado crime ambiental.

 

Monitoramento

A integrante da equipe responsável pelo uso público da área de visitação do Parque Nacional do Iguaçu Cibele Munhoz Amato antecipou que estão sendo estudadas medidas de prevenção e monitoramento da área.

“Uma das alternativas é orientar para que os turistas não joguem moedas na água e também fazer a coleta antes de eventos ou de dias de grande movimentação no parque para que não chamem a atenção dos visitantes e não os estimulem a entrar na água”, comentou.

Ainda de acordo com ela, nenhum caso semelhante havia sido registrado antes.

 

Limpeza

Cibele explicou que na maior parte do ano o volume de água do Rio Iguaçu não permite o acesso à área e prejudica a visibilidade, dificultando a limpeza em geral e a coleta das moedas e da

Depois de tiradas da água, as moedas são limpas e separadas. A maioria delas acaba inutilizada pela oxidação. As restantes, segundo a administração do parque, são trocadas e o valor correspondente doado para entidades assistenciais.

Além das moedas, é costume dos visitantes também prender cadeados e fitas nas grades da passarela. Estes objetos são retirados mensalmente.

 

Com G1

 
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