A Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a empresa Itaipu Binacional vão passar a integrar e fornecer dados para o Observatório Nacional dos Direitos Humanos (ObservaDH). Criada em setembro por portaria do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, a plataforma deve ser lançada oficialmente em dezembro deste ano.
A intenção é reunir uma série de indicadores sobre violações de direitos ocorridas no Brasil. As informações devem servir de base para políticas públicas e também poderão ser acessadas por toda a população.
Os acordos de cooperação técnica entre a UFPR e a Itaipu com o governo federal serão assinados na segunda-feira (9), em Curitiba, com a presença do ministro Silvio Almeida.
De acordo com o ministério, as instituições paranaenses são as primeiras de nível regional a confirmar participação no observatório. Recentemente, acordos de cooperação técnica foram formalizados com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
“Dentre a troca de conhecimentos prevista no acordo com a Itaipu Binacional, está a análise espacial e georreferenciamento de indicadores, uma das expertises da empresa, além do compartilhamento de informações no desenvolvimento de aplicativos, e elaboração de materiais para capacitação com base em dados e indicadores”, exemplifica o Ministério.
Observatório Nacional dos Direitos Humanos
O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania explica que o ObservaDH será uma plataforma on-line de difusão e análise de informações estratégicas para o acompanhamento do tema dos direitos humanos no Brasil.
“A iniciativa visa à construção de indicadores relacionados à situação de pessoas idosas, LGBTQIA+, crianças e adolescentes, pessoas com deficiência, população em situação de rua, pessoas privadas de liberdade, vítimas de violações de direitos e violências diversas”, elenca a pasta.
A intenção é que o sistema forneça evidências para o planejamento, monitoramento e avaliação de políticas públicas de defesa, promoção, proteção e educação em direitos humanos.
“A ferramenta também deve auxiliar gestores públicos, organizações da sociedade civil e apoiar o trabalho de jornalistas, pesquisadores e estudantes”, aponta o ministério.
Com Catve.com