A campanha de vacinação contra a gripe foi prorrogada mais uma vez pela Secretaria Estadual do Paraná. O público-alvo agora tem até o dia 15 de junho para se imunizar.
O adiamento foi indicado pelo Ministério da Saúde a todos os estados devido aos índices nacionais de cobertura vacinal e aos problemas causados pelas paralisações nas estradas.
No Paraná, até agora, 1,8 milhão de doses da vacina foram aplicadas, o que corresponde a 77% do público-alvo da campanha. A média nacional de cobertura vacinal é de 66%.
Para o secretário da Saúde, Antônio Carlos Nardi, o Paraná precisa intensificar a cobertura em alguns segmentos, especialmente entre crianças de 6 meses a 4 anos, gestantes e doentes crônicos.
“Nossa meta é imunizar pelo menos 90% da população-alvo no estado. Quem ainda não se vacinou precisa buscar os postos de vacinação o mais rápido possível e se proteger. Já registramos 15 mortes por influenza e precisamos evitar que o vírus cause ainda mais danos”, afirmou Nardi.
Entre as Regionais de Saúde, duas já ultrapassaram o índice de 90% de cobertura vacinal. Na regional de Jacarezinho, 95% da população-alvo foi imunizada; e na de Irati, 90,6%. Na de Paranaguá, apenas 62,3% receberam a vacina. As outras 19 regionais ultrapassam 70% de cobertura vacinal.
Cobertura
O menor índice de cobertura vacinal é registrado entre crianças de 6 meses e menos de 4 anos de idade. Das 659 mil crianças que deveriam receber a vacina, apenas 398 mil foram imunizadas, o que corresponde a 60,5% do total.
Entre as gestantes, 116 mil deveriam receber a vacina, mas só 72 mil foram imunizadas. E das 739 mil doses de vacina disponibilizadas para pessoas com doenças crônicas, pouco mais da metade foi aplicada.
A superintendente de Vigilância em Saúde, Júlia Cordellini, disse que das 15 mortes por causa da gripe registradas no estado, 11 foram de pessoas com alguma doença crônica e que não haviam sido vacinadas.
“A vacina é a forma mais eficaz para evitar as complicações da gripe e garante proteção às pessoas com mais risco de desenvolverem a forma grave da doença. Mas para isso as pessoas precisam procurar os postos de vacinação e se imunizar”, afirmou.
Com informações G1 PR