O secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, Sandro Alex, afirmou na quinta-feira (4) que o governo estadual não pode precisar qual será o valor das tarifas de pedágio nas novas concessões das rodovias que fazem parte do Anel de Integração no Estado.
Conforme a administração, os editais serão divulgados com descontos que variam entre 20% e 35% em relação aos valores que eram praticados nos contratos anteriores.
Pelo modelo do novo pedágio, vence o leilão a empresa que oferecer o maior desconto em cima desse valor inicial – e que não tem limite. Por isso, o valor vai variar de acordo com o comportamento das participantes na disputa.
“Quando a gente dá um preço, qual o preço do leilão? 11 centavos por quilômetro rodado, R$ 11 de praça. As pessoas imaginam que esta é a tarifa que vai estar lá. Não. Este é o preço que o leilão é aberto. A partir deste preço, as empresas começam a dar o desconto, que não há limite. Ela pode dar 5, 10, 15, 20, 25, 30, 35, o quanto ela entender que deixa o contrato saudável pra que eles executem as obras, que precisam ser realizadas em sete anos. Nós temos a expectativa de um grande desconto. Agora quem vai bater o martelo é o mercado. Nós não podemos precisar qual é o tamanho do desconto que será dado num leilão, lote por lote”, explicou.
Em novembro de 2021, quando as antigas concessões chegaram ao fim, o preço da tarifa básica na praça da BR-277 em São José dos Pinhais, custava em torno de R$ 23.
Já em Ortigueira e Imbaú, nos Campos Gerais, motoristas pagavam R$ 12,90 no pedágio. Em São Miguel do Iguaçu, o valor chegava a R$ 18,30.
De acordo com o governador Ratinho Junior, a expectativa do Governo do Paraná é que os descontos para o usuário sejam significativos e representem ganho de eficiência com preço mais justo.
“Obviamente o que manda é a Bolsa, a disputa do momento. Pode chegar também a 15%, 20% de desconto além desse que já sai de 20%, 35%. Então nós estamos falando aí, para o usuário, em torno de 30% a 50% de desconto. Claro que isso depende muito da disputa no momento, mas é um ganho de desconto que o usuário vai ter, significativo. Vai ter ganho de eficiência com um preço muito mais justo e automaticamente com essas obras”, afirmou.
Rodovias estaduais cedidas à União
Na quarta-feira (3), em Brasília, o governador assinou o documento que repassa mais de mil quilômetros de rodovias estaduais do Paraná ao Governo Federal. Com isso, ao todo, serão mais de três mil quilômetros de estradas leiloadas no novo modelo.
A oficialização, publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira, também firma o modelo de concessão esperado pelo Governo do Paraná: definido pela menor tarifa nas praças, leilão das rodovias na Bolsa de Valores, além de mais de três mil quilômetros de concessão e obras.
Publicação dos editais
Com a cessão das estradas, a próxima etapa do processo é a publicação dos editais para licitação – momento em que ficam definidos os valores das tarifas, qualidade do pavimento e tempo médio de atendimento de ambulâncias e guinchos, por exemplo.
A expectativa é que os dois primeiros lotes de rodovias do Paraná tenham os editais divulgados o dia 16 deste mês, com leilões previstos para 24 de agosto e 16 de setembro, na Bolsa de Valores de São Paulo.
Eles incluem as rodovias federais BR-277, BR-376 e BR-373; além das rodovias estaduais PR-408, PR-151 e PR-323. A previsão é que as novas concessionárias assumam as estradas no último trimestre deste ano.
Ao todo, o Estado é dividido em seis lotes.
Não há data definida para os próximos grupos de rodovias serem leiloados, mas, em Brasília, governador e ministro afirmaram que a expectativa é que ao menos mais dois sejam leiloados ainda neste ano.
A entrega das estradas está aprovada pela Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) desde agosto de 2021, mas a cessão ainda não tinha sido feita por falta de consenso sobre detalhes do novo modelo de pedágio.
Com G1