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Varejo do Paraná ganha fôlego no início do último trimestre, mas ainda sente efeitos dos juros elevados

Pesquisa Conjuntural da Fecomércio PR mostra avanço das vendas em outubro, apesar do acumulado de 2025 apresentar retração


calendar_month 25 de dezembro de 2025
3 min de leitura

As vendas do varejo paranaense voltaram a ganhar ritmo a partir de outubro, sinalizando o início do movimento característico do fim de ano. É o que aponta a Pesquisa Conjuntural da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), que registrou alta de 6,04% no volume de vendas na comparação com setembro, com destaque para segmentos ligados ao consumo sazonal motivado pelo Dia das Crianças e a bens duráveis.

O avanço foi puxado principalmente por livrarias e papelarias, que apresentaram crescimento de 11,16%, seguidas por móveis, decoração e utilidades domésticas (10,31%), concessionárias de veículos (10,29%) e lojas de departamentos (9,30%). O desempenho reflete tanto a preparação do comércio para o fim do ano quanto a recomposição pontual da demanda após meses de maior cautela do consumidor.

A interrupção do ciclo de altas da taxa básica de juros pelo Banco Central contribuiu para reaquecer a intenção de compra de bens de maior valor, especialmente aqueles que dependem de financiamento, como veículos e itens para o lar. Ainda assim, o patamar elevado da taxa de juros, atualmente em 15%, seguiu limitando o consumo ao longo de 2025, sobretudo entre os paranaenses, tradicionalmente mais prudentes diante de cenários econômicos menos favoráveis.

Na comparação com outubro de 2024, o varejo paranaense apresenta retração de 3,35%, evidenciando a desaceleração do comércio devido as dificuldades na obtenção de credito. No acumulado parcial de 2025, considerando o período de janeiro a outubro, o varejo do estado teve perdas de 1,07%, especialmente nos setores de móveis, decorações e utilidades domésticas (-11,33%), calçados (-8,23%) e material de construção (-7,59%).

Desempenho regional

Na análise mensal, a Região Oeste liderou o crescimento das vendas em outubro, com alta de 7,36%, seguida por Curitiba e Região Metropolitana, que avançaram 6,90%. O resultado nessas localidades foi influenciado, em grande medida, pelas vendas associadas ao Dia das Crianças. Também houve desempenho positivo em Londrina (4,56%), Ponta Grossa (4,12%) e Maringá (3,91%). No Sudoeste, o avanço foi mais discreto, de 0,19%.

Já na comparação com outubro de 2024, todas as regiões registraram queda nas vendas. As retrações mais acentuadas ocorreram justamente nas regiões que lideraram o crescimento mensal: Curitiba e Região Metropolitana (-3,68%) e Oeste (-3,29%). Também houve recuo em Maringá (-3,20%), Londrina (-3,09%), Sudoeste (-0,97%) e Ponta Grossa (-0,29%).

No acumulado de janeiro a outubro, apenas Ponta Grossa apresenta crescimento, ainda que moderado, de 0,93%. Em Curitiba e Região Metropolitana, o volume de vendas permanece praticamente estável, com variação positiva de 0,07% em relação ao mesmo período do ano anterior. Nas demais regiões, o cenário segue negativo: Oeste (-3,21%), Londrina (-2,51%), Maringá (-2,17%) e Sudoeste (-0,15%).

Com Fecomércio

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