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Veja onde a gasolina comum está mais cara e mais barata no Paraná, de acordo com pesquisa

Levantamento foi feito pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e mostra diferença de preços entre 23 cidades do estado


calendar_month 17 de março de 2026
4 min de leitura

Uma pesquisa feita em 23 cidades de diferentes regiões do Paraná aponta que a gasolina comum mais barata entre os principais municípios do estado pode ser encontrada em Guarapuava, na região central, a R$ 5,59 o litro.

Em contrapartida, o preço mais caro foi localizado em Castro, nos Campo Gerais.

O levamento foi feito pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na semana de 8 a 14 de março (domingo a sábado).

Os preços têm variado mesmo sem nenhum anúncio da Petrobras de alta nas refinarias. O que a empresa aumentou oficialmente foi o preço do diesel, mas todos os combustíveis têm registrado volatilidade nos preços em meio à instabilidade gerada no mercado pela guerra no Oriente Médio.

No Paraná, o preço médio entre as 23 cidades que foram incluídas na pesquisa mais recente da ANP é R$ 6,52.

Veja, abaixo, o resultado da pesquisa:

Fonte: ANP – levantamento feito de 8 a 14 de março

Por que a guerra tem impactado nos valores?

O conflito no Oriente Médio começou após ataques de Estados Unidos e Israel contra alvos estratégicos no Irã, com o objetivo de enfraquecer o programa nuclear do país. A ofensiva provocou a morte de lideranças do regime iraniano e desencadeou retaliações com mísseis contra bases e aliados americanos na região.

A escalada militar aumentou a tensão no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de um quarto do petróleo comercializado no mundo, o que elevou o risco de interrupção no transporte da commodity.

Com isso, o preço do petróleo subiu no mercado internacional e o dólar se valorizou. Esses fatores impactam o valor dos combustíveis no Brasil, já que gasolina e diesel são derivados do petróleo e os preços acompanham as variações do mercado global.

Governo Federal reduz Pis e Cofins para tentar controlar o preço do diesel

Na quinta-feira (12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ministros do governo anunciaram um pacote de medidas para conter o impacto da guerra no preço do diesel e, consequentemente, na inflação de produtos que dependem do combustível para chegar aos consumidores.

As medidas assinadas por Lula foram:

  • um decreto que zera as alíquotas do PIS/Cofins incidentes sobre óleo diesel, o que representa uma redução de R$ 0,32 por litro, segundo o governo;
  • uma medida provisória que prevê o pagamento de uma subvenção a produtores e importadores de diesel, no valor de R$ 0,32, por litro;
  • a tributação, via medida provisória, da exportação de petróleo com o objetivo de ampliar o refino interno e garantir o abastecimento da população;
  • um decreto que determina que os postos de combustíveis adotem sinalização clara e visível ao consumidor, informando a redução dos tributos federais e do preço em função da subvenção.

O pacote de ações entrou em vigor com a publicação dos textos no “Diário Oficial da União”. Com as medidas, o governo espera gerar um alívio de R$ 0,64 por litro de diesel nas bombas.

Preço da gasolina sobe e chega a R$ 6,39 em postos do Piauí. (Foto: Divulgação)

Paranapetro diz que redução do governo é positiva

O Paranapetro, sindicato que representa os proprietários de postos de combustíveis do Paraná, afirmou que a redução dos impostos federais PIS e Cofins é positiva, mas destacou que o repasse da queda de preços depende das distribuidoras.

Segundo a entidade, no caso da gasolina e do diesel, os tributos são pagos pelas distribuidoras no momento da compra nas refinarias ou importadoras, dentro do regime de substituição tributária. Por isso, para que a redução chegue ao consumidor final, é necessário que as distribuidoras repassem primeiro a diminuição de custos aos postos.

“Espera-se das distribuidoras a mesma agilidade adotada nos seguidos aumentos de preços aos postos, que seguem sendo praticados desde o início da guerra no Oriente Médio”, diz a nota.

Com g1

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