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Venda de eletrodomésticos cresce 14% em maio no Paraná após dois meses de queda, indica boletim

calendar_month 29 de junho de 2020
3 min de leitura

A venda de eletrodomésticos no Paraná aumentou 14% em maio depois da forte queda em março e abril por causa da pandemia do novo coronavírus. A informação consta no boletim conjuntural desta semana divulgado pelas secretarias da Fazenda e do Planejamento e Projetos Estruturantes.

Produtos de informática, telefonia, linha branca (como geladeira e fogão), celulares, televisores, móveis e colchões também mostraram tendência positiva, segundo o governo.

Na avaliação das secretarias, os números mostram uma possível adaptação na forma de atendimento ao consumidor e identifica demanda em razão da necessidade de isolamento social – o que é considerado um movimento econômico limitado.

Entre os dias 1º e 21 de junho, o comércio atacadista operou em nível equivalente a 74% do patamar pré-pandemia, ficando estável em relação a maio, conforme o boletim.

As vendas no comércio varejista no estado também apresentaram, desde maio, tendência de recuperação após as quedas nos primeiros meses da pandemia.

O boletim apontou que 4 mil empresas enquadradas no Simples Nacional e 1.050 do regime normal ainda estavam fechadas em 22 de junho.

No auge do isolamento social, entre o fim de março e começo de abril, havia 37,7 mil empresas do Simples Nacional e 6,3 mil do regime normal fechadas.

Do total de empresas que emitem nota fiscal, 94% estava em operação até 19 de junho. Mesmo assim, o Paraná acumula perda de R$ 1,6 bilhão em receitas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), segundo o boletim.

O levantamento estima que o auxílio financeiro de R$ 1,7 bilhão destinado ao Paraná pelo governo federal suportará até 23% das perdas no ICMS.

Um dos novos dados apurados no boletim conjuntural mostra que o estado chegou a um saldo de R$ 103,5 bilhões em créditos concedidos a pessoas jurídicas até o mês de abril. O montante aponta um acréscimo de quase R$ 10 bilhões em relação ao resultado de fevereiro.

 

DESTAQUES DA SITUAÇÃO POR MACRORREGIÃO:

Leste (do centro-sul ao litoral, passando por Curitiba, Campos Gerais e Região Metropolitana): o comércio varejista e a indústria de transformação, sem incluir a produção de alimentos, registraram evolução, passando a operar acima de 80% do registrado no pré-pandemia.

Noroeste (região de Maringá e Umuarama): a indústria alimentícia e os comércios varejista e atacadista mostraram alta, sendo destaque a manufatura de alimentos, com nível de operação muito próximo ao patamar observado antes da crise do coronavírus.

Norte (Londrina e região): a indústria de transformação, excluindo a produção de alimentos, já opera em um nível igual ao verificado antes da Covid-19. Comércio varejista e atacadista registraram alta.

Oeste (Cascavel e Pato Branco): também apresentou alta no comércio varejista e nas atividades industriais. Já o comércio atacadista teve queda, passando a operar em 70% do nível pré-pandemia.

 

PIB DO PARANÁ

Na avaliação do governo, a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) – soma de todos os bens e serviços – para 2020 mostra sinais de estabilização, uma vez que o valor para a semana atual é muito próximo das duas anteriores, com queda estimada de 6,50%.

Antes da pandemia, a previsão era de alta de 2,3%. A expectativa de momento é que haja resultado positivo na agropecuária (2,23%) e redução significativa na indústria (-7,12%) e em serviços e comércio (-5,49%).

Conforme o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), o PIB paranaense deve apresentar retração no terceiro (-10,1%) e no quarto trimestre (-7,2%) deste ano.

 

Com G1

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