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Vereadores querem cassação de mandato do prefeito de Toledo

calendar_month 23 de novembro de 2018
2 min de leitura

Um grupo de vereadores deve apresentar nos próximos dias na Câmara de Toledo o pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para o impeachment do prefeito Lúcio de Marchi (PP).

De acordo com o grupo, já existe a documentação fundamentada que comprova que o prefeito teria infringido a lei municipal que proíbe a inauguração de obras que não estejam finalizadas.

Os vereadores afirmam que a situação se repetiu mais de uma vez e que a mais recente foi a inauguração do prédio que abriga a Central de Especialidades, na Vila Pioneiro, entregue dia 1º de outubro com uma série de irregularidades estruturais. A inauguração teria sido agilizada por questões políticas e realizada durante a campanha eleitoral para beneficiar candidatos da mesma base política do prefeito.

A documentação também será encaminhada ao Ministério Público do Paraná (MP-PR) para que as irregularidades possam ser apuradas na esfera judicial.

 

CENTRAL

As irregularidades na estrutura física da Central de Especialidades foram levadas até a 4ª Promotoria de Justiça de Proteção ao Patrimônio Público, que já oficiou o Conselho Municipal de Saúde para auxiliar na apuração dos problemas. “O Conselho recebeu o ofício do MP para auxiliar na apuração das irregularidades estruturais apontadas, que vão de portas muito estreitas que não permitem a passagem de cadeirantes, falta de lavabos nos consultórios, salas inadequadas, e mais uma série de questões que foram apontadas pelo Ministério Público”, explica o presidente do Conselho Municipal de Saúde, Dorival Moreira da Silva.

Dorival afirma ainda que o assunto foi discutido em plenário e que questionamentos já foram enviados para a vigilância sanitária. “Enviamos pedido de cópia de toda a documentação relacionada à liberação da obra e alvarás para verificar se essas questões foram levadas em conta. O prazo para que nos enviem esses documentos é o fim deste mês, para que a partir daí possamos dar uma resposta ao Ministério Público”.

De acordo com o MP, a situação ainda está em fase de averiguação.

 

Com O Paraná

 
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