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Paraná

Volume das Cataratas do Iguaçu despenca com estiagem no Paraná

A diminuição da vazão é um dos efeito da crise hídrica; estiagem afeta abastecimento e agricultura


calendar_month 28 de maio de 2025
2 min de leitura

Nesta terça-feira (27), as quedas d’água das Cataratas do Iguaçu registraram volume de água três vezes abaixo da média histórica de 1,5 milhão de litros por segundo. De acordo com o monitoramento da Copel, a vazão era de 427 mil litros por segundos às 17 horas.

A diminuição da vazão se deve à estiagem que atinge o Paraná. As regiões centrais, do oeste e sudoeste são as mais afetadas.

Com volume de chuva abaixo da média e reservatórios em queda, a situação preocupa autoridades e já afeta o abastecimento de água e a produção agrícola. Para ampliar a capacidade de resposta e prevenir impactos mais graves, o governador Ratinho Júnior assinou o decreto que declara Situação de Emergência em todo o território paranaense na última quinta-feira (22).

O documento mobiliza os órgãos estaduais, sob coordenação da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, para atuarem em ações de resposta, reabilitação e reconstrução dos cenários afetados. A medida tem caráter preventivo e permite agilidade na resposta ao desastre, com dispensa de licitação para contratação de bens, serviços e obras emergenciais, desde que concluídas em até 180 dias.

“Temos um cenário de poucas chuvas até setembro ou outubro, com níveis de reservatórios baixos em grande parte dos rios do Estado”, afirma o coronel Fernando Schünig, coordenador estadual da Defesa Civil.

O cenário de seca vem sendo monitorado desde o final de 2024. Em abril deste ano, o Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas (ANA), em parceria com o Simepar, já apontava aumento da seca moderada nas regiões Sudoeste e extremo Oeste.

A situação se agravou com a persistência de chuvas abaixo da média, principalmente nas regiões de Pato Branco, Foz do Iguaçu e Francisco Beltrão. Segundo o meteorologista do Simepar Reinaldo Kneib, o que se observa é uma irregularidade nas chuvas desde o verão.

Ele destaca que as precipitações dos últimos quatro a cinco meses não foram bem distribuídas ao longo do Estado. “Não há influência de fenômenos de grande escala, como a La Niña, que costuma reduzir drasticamente o volume de chuva. O que temos são efeitos locais, do Paraná e da América do Sul, que têm contribuído para esse cenário”, analisa.

Com Catve

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