Copagril – Compras no Site
Poder Legislativo EJA

Possibilidade de mudanças na Educação de Jovens e Adultos motiva audiência pública na Assembleia

Foto: Kleyton Presidente/Alep

“Estamos preocupados, a Secretaria vem acenando que quer fazer diferente a EJA no Paraná”. A afirmação foi feita pelo deputado Professor Lemos (PT), em referencia à preocupação com possíveis mudanças propostas pela Secretaria de Estado da Educação (SEED) para a modalidade de Ensino de Jovens e Adultos no estado durante a audiência pública “Educação de Jovens e Adultos – EJA no Estado do Paraná”, que aconteceu no fim da tarde desta quarta-feira (9) no Plenarinho da Assembleia Legislativa e reuniu representantes de fóruns, conselhos e sindicatos paranaenses ligados à educação pública.

“É preciso que o governo debata com todos os atores. São estudantes, professores, diretores e profissionais da educação. Existe um fórum estadual da EJA em todo o Paraná, são muitas lideranças e já há um debate acumulado”, explicou o parlamentar, proponente da audiência. “Pelas redes sociais correm notícias, por exemplo, de fazer a EJA a distância, de não ter mais EJA para formação geral, apenas de formação profissionalizantes. Ora, ninguém é obrigado a fazer um curso profissionalizante de educação básica. Todos devem fazer a educação geral e depois definir a profissão que seguirão”, ressaltou.

Casa do Eletricista – GENCO

Para o presidente da APP-Sindicato, Hermas Leão, a mobilização é importante para a organização coletiva pela “defesa da modalidade de Educação de Jovens e Adultos”. “Acreditamos ser possível ampliar as condições de oferta desta modalidade, sobretudo porque trata de brasileiras e brasileiros que não tiveram as condições necessárias de concluir seus estudos na idade correta”, frisou. De acordo com ele, o movimento tem posição contrária à educação a distancia, por exemplo. “Compreendemos que as tecnologias são bem vindas, mas devem servir para complementar o trabalho presencial”, disse.

Segundo a professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e presidente do Fórum Estadual de Educação de Jovens e Adultos, Maria Aparecida Zanetti, 3,5 milhões de paranaenses não concluíram o ensino fundamental ou não tem instrução alguma. “Atender este direito, pressupõe atende-lo com qualidade, com presença de professores capacitados, de alunos que possam estudar sem pressa e com proposta curricular que atenda 100% de sua carga horaria presencial”. Ainda de acordo com ela “o Fundo de Desenvolvimento de Educação Básica só conta matriculas presenciais dos estudantes. Se houver mudanças, o estado não receberá recursos pela matricula deste público”, declarou.

Participaram da audiência pública também: o diretor do Departamento Penitenciário do Paraná, Francisco Alberto Caricati; Jacir Venturi, do Conselho Estadual de Educação; a diretora estadual da União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (UCME), Claudineia Vischi; a diretora da CEEBJA Herbert Souza, de Londrina, Vilma Maria Rondon Fogagnholi; a professora da UEL, Adriana Medeiros Farias; Leidiane da Silva de Campos, da Articulação Paranaense por Uma Educação do Campo; e o professor Sirlei Gonçalves.

Com Assembléia Legislativa do Paraná

TOPO