Em operações que abrangeram 139 municípios da faixa de fronteira brasileira com o Paraguai e a Argentina, o Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron) da Polícia Militar do Paraná (PM/PR) obteve resultados expressivos de apreensões em 2021.
Ao todo, no ano passado foram apreendidas 149 armas, 41,4 toneladas de drogas, 2.916.422 pacotes de cigarros, 2.219 munições, 4.521 unidades de agrotóxicos, 379 unidades de medicamentos e 16.669 volumes de contrabando. Os itens apreendidos foram contrabandeados ou são ilegais no Brasil.
Além disso, o BPFron recuperou 78 veículos furtados ou roubados e prendeu 615 pessoas.
Pelotão com Cães
Cerca de 48% da droga apreendida pelo BPFron em 2021 corresponde a ações do Pelotão de Operações com Cães do BPFron, com sede em Marechal Cândido Rondon. “Foram apreendidas 19,6 toneladas de maconha, 42 gramas de cocaína e um quilo de haxixe em várias ocorrências. Essa quantidade não contabiliza algumas apreensões fruto de atuações em apoio a outras equipes, quando a estatística fica a cargo da equipe titular”, explica o comandante do Pelotão, tenente Luis Beiger.
O Pelotão de Operações com Cães do BPFron aprendeu 19.601,42 quilos de drogas em 2021.
Números superiores a 2020
Ao O Presente, Beiger informa que os resultados das operações do ano passado foram quase o dobro do apreendido em 2020. “Tivemos um aumento expressivo na apreensão de maconha, que passou de dez toneladas em 2020 para 19 toneladas no ano passado. As apreensões de armas de fogo passaram de oito para 16 em 2021”, expõe.
Segundo ele, o Pelotão opera em ações realizadas pela própria equipe e operações feitas em conjunto com outras equipes e/ou instituições. Essa integração, considera o tenente, fez com que os resultados de apreensões aumentassem. “O mais importante foi o aumento de acionamentos por parte das equipes do 19º Batalhão de Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal, Receita Federal do Brasil e outras. Esses resultados não entram para nossas estatísticas, mas a cooperação eleva o nível de confiança e a divulgação do canil”, considera.

Maior apreensão da história
Em 2021 aconteceu a maior apreensão de maconha da história do BPFron e, de acordo com Beiger, essa foi uma das ações mais marcantes do ano. “Apreendemos 12 toneladas de maconha em um galpão na região rural de Toledo. Resultado de um trabalho com cão de faro e a confiança de outras equipes do BPFron no serviço da Stark”, destaca, enaltecendo que as apreensões causaram um prejuízo de R$ 13 milhões ao crime organizado.
A ocorrência aconteceu em janeiro do ano passado e as suspeitas partiram de uma carreta com características suspeitas na propriedade. Na sequência, a ação se guiou com a ajuda do cão de faro. Ao todo, foram apreendidos 12,7 mil quilos de maconha, uma carreta, dois carregadores de fuzil e R$ 3,55 mil, além da detenção de quatro indivíduos por associação criminosa e tráfico de drogas. Outro homem foi detido por posse de acessório de arma de fogo, tráfico de drogas, associação criminosa e corrupção, haja vista que tentou negociar a liberação da carga.

Cão do BPFron é perito na localização de entorpecentes
O comandante do Pelotão menciona que são estudadas outras formas de aplicação do cão em prol da sociedade, principalmente em Marechal Rondon, onde o canil está localizado. Além disso, ele ressalta a incorporação de novos treinamentos entre os cachorros do Pelotão.
Atualmente, o BPFron conta com oito cães, sendo que seis ficam no canil do batalhão em Marechal Rondon. O grupo ficou ainda mais animado com a chegada de um novo cachorro filhote, o Ethan. O novo integrante do esquadrão foi repassado à companhia rondonense por meio do Canil Central da PM/PR.

Faro de entorpecentes
Recentemente, um dos cães do Pelotão, o Átila, fez parte do 5º Curso de Cinotecnia da Companhia de Operações com Cães (COC), responsável por gerenciar a atividade de operações com cães no Paraná, em Curitiba. “Ele passou por uma certificação, isto é, uma avaliação das suas habilidades no quesito faro de entorpecentes. Nessa prova o Átila foi testado em diversos cenários (residência, veículo, fiscalização de bagagens etc.) para verificar se possui os atributos necessários para a função. Ele obteve uma pontuação satisfatória e foi aprovado. Agora é ‘perito’ na localização e identificação de entorpecentes”, diz o comandante, que acompanha o cão de três anos nas operações.
A avaliação aconteceu diante de uma banca de policiais experientes na atividade de detecção de entorpecentes. “Os treinamentos continuam, mas ele será cobrado de maneira mais rigorosa em suas atividades, uma vez que, por ser um cão certificado, representa a Polícia Militar do Paraná”, ressalta.

Capacitação em Marechal Rondon
O COC também orientou policiais do BPFron sobre atendimentos pré-hospitalares para os animais. “Esses conhecimentos foram repassados ao condutor do Átila durante o curso”, menciona Beiger, acrescentando que o contato gerou uma parceria para os agentes rondonenses: “A COC se prontificou a auxiliar o BPFron repassando esse conhecimento para os demais integrantes. Dessa forma, nos próximos meses uma equipe de Curitiba deve vir ao batalhão para um intercâmbio de informações e capacitar ainda mais os policiais do canil”, adianta.
Homem e cão fortalecidos
Beiger destaca ainda que três policiais militares do canil do BPFron se pós graduarão em Cinotecnia Policial em São Paulo neste ano. “Com essa titulação acadêmica, a expectativa é que aumente ainda mais o nível técnico do emprego dos binômios (homem e cão) no BPFron”, prevê.
O Presente