A megaoperação da Polícia Civil do Paraná contra um grupo criminoso ligado à exploração de jogos de azar ganhou novos desdobramentos e já soma 61 pessoas presas. A ofensiva ocorreu entre terça (7) e quarta-feira (8), em 27 cidades de cinco estados, com apoio do Ministério Público do Paraná.
Ao todo, foram cumpridas 371 ordens judiciais, incluindo 85 mandados de prisão preventiva, 102 de busca e apreensão e 184 bloqueios de contas bancárias, com objetivo de sequestrar até R$ 1,5 bilhão. Entre os detidos estão lideranças da organização, dois vereadores e integrantes dos núcleos financeiro e operacional.
Durante as ações, os policiais apreenderam dinheiro em reais, dólares e euros, além de máquinas caça-níquel, armas, munições, celulares e documentos. Também foram sequestrados 132 veículos, mais de 100 imóveis e centenas de cabeças de gado, além da retirada de 21 sites de apostas ilegais do ar.
As investigações, que duraram mais de três anos, apontam que o grupo movimentou mais de R$ 2 bilhões por meio de mais de 520 mil operações financeiras. Segundo o delegado Ricardo Monteiro de Toledo, tratam-se dos dois maiores grupos do país no ramo, que se uniram para ampliar a atuação criminosa. “Os investigados firmaram parcerias com outras organizações criminosas para fornecer o sistema de jogo criado por eles, chegando a 19 estados brasileiros”, afirmou.
O esquema incluía uma estrutura tecnológica própria, responsável pelo desenvolvimento de plataformas online para apostas ilegais, incluindo jogos populares na internet. “Esse núcleo tecnológico foi responsável por criar um sistema que permitiu que as apostas passassem a ser realizadas por meio online”, destacou o promotor Filipe Assis Coelho.
Ainda conforme a investigação, a organização utilizava empresas de fachada, contas de “laranjas” e fintechs para ocultar a origem dos valores ilícitos, consolidando um verdadeiro império financeiro ao longo de mais de uma década de atuação.
Com Catve.com
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