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Policial

Acusada pelos ataques do 8 de janeiro é presa no Oeste enquanto tentava fazer novo RG depois de romper tornozeleira e fugir para Argentina

Mulher de 52 anos foi detida em Cascavel na segunda-feira (2). Segundo delegado, ela perdeu o documento na Argentina


calendar_month 4 de fevereiro de 2026
2 min de leitura

Uma mulher de 52 anos, acusada de participação nos ataques de 8 de janeiro, foi presa na segunda-feira (2), em Cascavel, enquanto tentava emitir um novo documento de identidade. Contra ela havia um mandado de prisão preventiva expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A mulher não teve a identidade divulgada.

Segundo a Polícia Civil do Paraná (PCPR), a prisão foi determinada após a investigada romper a tornozeleira eletrônica e fugir para a Argentina, descumprindo medidas cautelares impostas quando estava em liberdade provisória. A ordem judicial foi assinada pelo ministro Alexandre de Moraes.

De acordo com o delegado Marcos Fontes, a mulher morou em Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso, após deixar Brasília. Ela teria participado dos atos de 8 de janeiro e chegou a ficar presa por cerca de dois meses na Capital federal. Depois, foi liberada com o uso de tornozeleira eletrônica, mas rompeu o equipamento e fugiu para a Argentina.

Na Argentina, a investigada contou à polícia que perdeu os documentos e acabou sendo expulsa do país. Ao retornar ao Brasil, tentou se estabelecer na cidade de Foz do Iguaçu, mas não conseguiu trabalho pela falta de documento. Em seguida, foi até Cascavel para tentar emitir um novo Registro Geral (RG).

Ao buscar atendimento em uma delegacia, os policiais consultaram o nome dela no sistema e localizaram o mandado de prisão em aberto. A Polícia Federal (PF) foi acionada e confirmou que o caso estava relacionado aos atos de 8 de janeiro, o que levou à prisão imediata.

A mulher responde por crimes como associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, além de dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. A decisão do STF também determinou o bloqueio de contas bancárias, veículos e bens imóveis.

Após os procedimentos legais, ela foi encaminhada ao sistema prisional, onde permanece à disposição do Supremo Tribunal Federal.

Com G1

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