Responsável pela defesa de um dos suspeitos, o advogado Ricardo Dewes criticou a prisão do jovem. Em entrevista à Banda B, Dewes disse que a prisão “não tem fundamento e legitimidade”. Ele foi detido na manhã de quinta-feira (15), em um condomínio de luxo de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, suspeito de participar das agressões contra o jogador Daniel Corrêa Freitas.
De acordo com o advogado, o suspeito sempre esteve à disposição da Justiça e nunca colocou as investigações em risco para ter a prisão decretada. “Ele está falando a verdade desde o início, que não participou das agressões contra Daniel. Quem fala que ele participou do crime ou esteve diretamente envolvido ou é muito próximo da família Brittes”, disse.
A detenção do jovem aconteceu por volta das 06 horas da manhã. A família dele chorou bastante no momento da prisão. “Todos estão arrasados, nunca imaginaram que passariam por uma coisa dessas. Ele apenas estava no lugar errado e na hora errada, mas ele não fez nada disso que é apontado, como pegar faca, quebrar celular, arrombar porta ou agredir o Daniel. Ele é uma pessoa de bem”, garantiu o advogado.
O suspeito deve prestar depoimento na manhã de segunda-feira (19). A defesa vai aguardar o depoimento para, aí sim, entrar com um pedido de habeas corpus.
Shopping
Sobre as imagens registradas por câmeras de segurança em um shopping de São José dos Pinhais, Dewes disse que ambos os dois suspeitos foram ameaçados por Edison Brittes Júnior, o Juninho Riqueza. “Eles estavam com muito medo e foram pressionados, porque sabiam que os acusados tinham matado o Daniel. A princípio, a família Brittes queria ir até a casa deles, mas ficaram com medo, foi quando combinaram o shopping por ser um local público. Lá foi colocado que eles precisariam de uma versão única, a que o Daniel teria ficado entretido no celular e depois saído em um Uber”, comentou o advogado.
Dewes também questionou o motivo de a “ficante” de Daniel não ter sido presa. “Ela ficou na casa, limpou o sangue do chão e ocultou provas. Ela fez um estrogonofe para os assassinos comerem depois que já sabia do crime e confessou ter ajudado a limpar a casa. Essa moça sim deveria estar presa”, concluiu.
Presos
Além do jovem suspeito, estão presos por envolvimento no crime Juninho Riqueza, que confessou ser o autor do homicídio; a esposa dele, Cristiana Brittes; a filha do casal, Allana Brittes; e os três jovens que estariam no carro que levou Daniel até a Colônia Mergulhão: de 19, de 18 e de 20 anos. Todos irão responder por homicídio qualificado, incluindo Cristiana e Allana, que não participaram diretamente da morte, mas colaboraram na coação de testemunhas.
O caso
O jogador Daniel Correa Freitas, de 24 anos, foi encontrado morto na manhã de 27 de outubro, na zona rural de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Ex meia de Coritiba e São Paulo, ele atualmente atuava no São Bento, time da série B do Campeonato Brasileiro. De acordo com a polícia, ele estaria em uma festa e morreu após enviar fotos de Cristiana Brittes para amigos em um grupo de WhatsApp.
Com Banda B