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Policial

Após matar filho de dois dias, mãe confessa ter asfixiado outra criança

 

Rogério Clérice/Ricardo Moraes

 

O caso que chocou o sudoeste do Paraná tomou uma verdadeira reviravolta. Presa após ter confessado matar o filho de dois dias na última sexta-feira, 30 de dezembro, em Salto do Lontra, Marli Cavalheiro Risso,  de 30 anos, também confessou ter matado outra filha, no ano de 2013.

O delegado adjunto do 19ª SDP, Ricardo Moraes Faria dos Santos concedeu entrevista à imprensa nesta manhã e deu detalhes sobre os crimes.

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Durante as investigações da última gestação de Marli, a Polícia Civil, com o apoio da Secretaria de Saúde de Salto do Lontra, descobriu que Marli deu à luz a uma menina no dia 26 de setembro de 2013. No entanto, em visita na casa da acusada nas investigações, a criança não foi encontrada.

Mãe de outros cinco filhos, Marli confessou que matou a menina no dia em que recebeu alta do hospital, no dia 27 de setembro de 2013. Após sair do hospital, ela foi sozinha para casa e, num terreno baldio asfixiou a criança. Ela esperou todo mundo sair de casa e voltou para a moradia, onde jogou o corpo em uma fossa na residência.

Nesta semana, junto com o Corpo de Bombeiros, a polícia escavou a fossa que já estava desativada e, devido as condições da criança na época, com ossos ainda sem formação completa, nada foi encontrado.

De maneira semelhante, na última gestação, em 2016, ela relatou que escondeu a gravidez de familiares e amigos próximos. No dia 28 ela deu à luz no Hospital Municipal de Salto do Lontra e, dois dias depois, no dia 30, matou a criança. O corpo permaneceu escondido em um dos cômodos da casa.

Durante depoimento à Polícia Civil, apesar de chorar em vários momentos, Marli teria apresentado frieza, além de se contradizer nas histórias.

Em ambos os casos ela teria dito que sentiu algo estranho no dia em que cometeu os crimes, porém, informou que durante a gestação não queria mais ter filhos.

Conforme o delegado, o caso que era tratado como infanticídio, quando a mãe age diante de depressão pós-parto, pode começar a ser tratado como homicídio qualificado, pois Marli pode ter planejado o assassinato das duas crianças.

GESTAÇÃO

Ainda conforme a polícia, a participação de outra pessoa no crime não está descartada. À polícia, o marido informou que não sabia da gestação, assim como a filha mais velha.

Assistentes sociais que visitaram a casa de Marli, no mês de dezembro, não souberam informar se confirmaram a gravidez durante a visitação. No depoimento, uma assistente social informou que orientou a fazer o pré-natal caso estivesse grávida, mas Marli teria ficado extremamente ofendida pela assistente sugerir que ela estava acima do peso.

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