Uma confusão registrada na tarde de sexta-feira (15) mobilizou a Polícia Militar na Unidade Básica de Saúde (UBS) Central de Santa Helena. A ocorrência foi atendida por volta das 14h, após denúncias de que uma mulher estaria alterada, gritando e desacatando funcionários da unidade de saúde.
Ao chegarem ao local, os policiais encontraram a mulher já calma e colaborativa, sem oferecer risco aos funcionários ou aos demais pacientes. Ela foi identificada e relatou que reside em outro município e estava em Santa Helena para participar de um jogo de futsal feminino.
Segundo a envolvida, ela procurou atendimento médico após sofrer uma lesão durante a partida, buscando ataduras, fita e medicação para dores no corpo e dor de cabeça. Conforme seu relato, houve desentendimento após ela não receber os medicamentos desejados, momento em que os ânimos se alteraram.
Já a equipe da unidade apresentou outra versão dos fatos. Uma enfermeira informou que a mulher chegou ao local questionando se seria atendida “com respeito” e solicitando a identificação das profissionais. Conforme a funcionária, a paciente apresentou receitas médicas oriundas de outro atendimento hospitalar, porém os medicamentos prescritos não estavam disponíveis pelo SUS, havendo apenas disponibilidade de ataduras e fitas.
Ainda segundo os relatos dos servidores, desde o início a mulher teria demonstrado comportamento hostil e irônico. Em determinado momento, ao receber os materiais, perguntou em tom de deboche se a enfermeira “foi à fábrica fazer”, referindo-se à demora no atendimento. Também teria afirmado que “não falava com peão de obra”.
A gerente da unidade relatou que a mulher continuou exaltada na recepção, passando a discutir com outros funcionários e pacientes que estavam no local. Segundo a responsável, a autora também afirmou que nenhum homem poderia dirigir-lhe a palavra, sob ameaça de acionar a Lei Maria da Penha.
A gerente explicou ainda que os atendimentos nas unidades básicas são destinados prioritariamente aos moradores do município e esclareceu que os medicamentos constantes na receita não eram fornecidos pelo SUS, sendo necessária a compra em farmácia particular.
Diante da representação das vítimas, as partes foram encaminhadas até a Companhia da Polícia Militar, onde foram confeccionados boletim de ocorrência e termo circunstanciado. Conforme a PM, não houve necessidade do uso de algemas.
Com PM
Clique aqui e participe do nosso grupo de notícias no WhatsApp