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Cacique é condenado a 15 anos de prisão por tentativa de latrocínio contra policiais da Força Nacional no Paraná

Episódio aconteceu em setembro de 2024, durante ação da Força Nacional, que atua na proteção de comunidades Avá-Guarani


calendar_month 3 de setembro de 2025
3 min de leitura

A Justiça Federal do Paraná (JFPR) condenou um cacique indígena a 15 anos e 10 meses de prisão em regime fechado por tentativa de latrocínio contra policiais da Força Nacional de Segurança Pública, em Terra Roxa. O episódio aconteceu em 6 de setembro de 2024, durante ação dos agentes, que atuam na proteção de comunidades Avá-Guarani na região oeste do estado.

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), o réu liderava um grupo de cerca de 30 indígenas quando subtraiu um fuzil de uma viatura da Força Nacional e tentou disparar contra dois agentes. A arma estava travada. 

Na sentença, o juiz federal Gustavo Chies Cignachi destacou que o ato de subtrair a arma, apontá-la e acionar o gatilho caracteriza tentativa de homicídio.

“A consumação somente não ocorreu por circunstâncias alheias à vontade do agente (a arma de fogo estar travada no momento dos fatos)”, escreveu.

A defesa, no entanto, sustenta que não houve intenção de matar. O advogado Frank Reche Maciel afirmou ao g1 que a arma foi retirada para proteger a comunidade após disparos feitos pela Força Nacional. Segundo ele, o cacique apenas recolheu o armamento, sem saber manuseá-lo, e o devolveu logo em seguida.

“Não há prova alguma de que a intenção fosse a de subtrair esse armamento. Por isso, a defesa irá recorrer e acredita que a condenação será revertida”, disse.

A decisão também determinou que o MPF e a Polícia Federal investiguem possível falso testemunho de três pessoas que depuseram a favor do réu. Ele respondeu ao processo em liberdade e poderá recorrer sem prisão imediata.

O conflito pela demarcação de terras na região é antigo. Indígenas reivindicam novas áreas desde a construção da Usina de Itaipu, que alagou parte das propriedades rurais da região oeste. Um acordo prevê que Itaipu compre 3 mil hectares para as comunidades indígenas, o processo de compra está em andamento.

Relembre o episódio

No dia 6 de setembro de 2024, indígenas roubaram uma carabina da Força Nacional em uma área de conflito em Terra Roxa, no oeste do Paraná.

Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), responsável pela Força Nacional, os agentes estavam em “negociações pacíficas” com os indígenas quando um grupo atacou e subtraiu a carabina de um dos integrantes da corporação.

A nota disponibilizada na época relatou que o agente preferiu não reagir. Posteriormente, a Polícia Federal e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) foram ao local e, após negociações, recuperaram o armamento sem que houvesse feridos.

Com G1

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