O delegado Eduardo Kwasinski, do Grupo de Diligências Especiais (GDE) de Cascavel, detalhou nesta terça-feira (22) o funcionamento da organização criminosa alvo da Operação Linha Cruzada, que investigou furtos de celulares de alto valor em grandes eventos e casas noturnas.
Segundo o delegado, a apuração começou em 2025, após um casal de Cascavel ser identificado atuando nos furtos. O homem era responsável por subtrair os aparelhos durante festas e eventos, enquanto a companheira recebia os celulares e os embalava em papel alumínio, com o objetivo de dificultar o rastreamento e impedir o bloqueio imediato dos dispositivos.
Depois disso, os aparelhos eram enviados para Minas Gerais, onde outro núcleo da organização tentava acessar os dados dos celulares e conseguir as senhas de desbloqueio. Para isso, os criminosos simulavam atendimento de suporte da Apple e também praticavam extorsão, ameaçando as vítimas com informações pessoais encontradas nos próprios aparelhos.
Após o desbloqueio, os celulares eram revendidos ou desmontados para comercialização de peças. Ainda conforme o delegado, o dinheiro obtido com os crimes era lavado por meio de criptomoedas, dificultando a identificação da movimentação financeira.
A Operação Linha Cruzada cumpriu 13 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão nos estados do Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Minas Gerais. Todos os investigados devem ser interrogados.
Com Catve
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