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Policial

Copel confirma reajuste das tarifas de energia

calendar_month 8 de julho de 2010
3 min de leitura

O presidente da Copel, Ronald Ravedutti, confirmou ontem (08) que o desconto de 12,98% nas contas de luz para os consumidores pontuais no seu pagamento deixou de vigorar. Como a Ag ecirc;ncia Nacional de Energia El eacute;trica j aacute; autorizou no m ecirc;s passado um reajuste nas tarifas de 2,46%, na pr aacute;tica, a conta de luz dos consumidores paranaenses deve ter um aumento de cerca de 15% em agosto. A medida – que tem o aval do governador Orlando Pessuti (PMDB) – contraria a pol iacute;tica adotada at eacute; o ano passado, pelo ent atilde;o governador Roberto Requi atilde;o (PMDB) – de congelar os reajustes de tarifa no Estado. ldquo;O desconto, que neutralizava os efeitos do reajuste tarif aacute;rio m eacute;dio de 12,98%, fixado em junho de 2009, pela Aneel (Ag ecirc;ncia Nacional de Energia El eacute;trica), foi autorizado pelo Conselho de Administra ccedil; atilde;o da Companhia para vigorar de julho de 2009 at eacute; junho de 2010 rdquo;, explicou Ravedutti. ldquo;At eacute; o momento, n atilde;o houve delibera ccedil; atilde;o dos colegiados superiores de gest atilde;o da Companhia, especificamente seu Conselho de Administra ccedil; atilde;o e a Assembleia Geral de Acionistas, pela sua continuidade rdquo;, alegou.
O presidente da Copel tamb eacute;m ressaltou que a pr aacute;tica dos descontos para neutralizar o reajuste m eacute;dio de 12,98% concedido pela Aneel em junho de 2009 deixou de se justificar como benef iacute;cio social. ldquo;Observamos que o desconto deixou de cumprir sua finalidade social, quando cerca de 50% das contas de luz n atilde;o mais eram pagas at eacute; o vencimento, e que a grande maioria dessas contas era de fam iacute;lias com padr atilde;o de consumo muito pequeno rdquo;, afirma. Segundo Ravedutti, as fam iacute;lias mais pobres eram penalizadas, pois ao quitar a conta de luz ap oacute;s o vencimento pagavam tarifa j aacute; reajustada, mais elevada que aquela paga pelas fam iacute;lias de melhor condi ccedil; atilde;o econ ocirc;mica.
Ravedutti lembrou que a Copel desenvolve um programa de investimentos de R$ 1,34 bilh atilde;o, e que pretende ainda crescer e expandir suas atividades, inclusive fora do Paran aacute;. A companhia alega que em raz atilde;o desses empreendimentos e tamb eacute;m das obras necess aacute;rias agrave; expans atilde;o e refor ccedil;o do sistema el eacute;trico paranaense, ainda que em alguns casos ela possa dispor de financiamentos como ocorre com as obras inclu iacute;das no PAC, a Copel precisa contar com os recursos provenientes da venda de eletricidade, sob pena de ver inviabilizados os projetos. ldquo;Ainda que seja uma obra com financiamento, sempre existe o compromisso de a empresa ingressar com uma contrapartida cuja origem eacute; o caixa da Companhia rdquo;, diz o dirigente da empresa Ravedutti. ldquo;E n atilde;o podemos comprometer nosso programa de investimentos, sob pena de colocar em risco os projetos de crescimento econ ocirc;mico e desenvolvimento social do Estado rdquo;, afirma.

 
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