A Polícia Civil (PC-PR) investiga o caso do pai que chutou a filha de três anos em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná, no último domingo (5). A mãe da criança registrou um boletim de ocorrência após ver as imagens nas redes sociais.
Um inquérito foi instaurado e a polícia solicitou medidas protetivas para a menina, o irmão dela e a mãe. O nome do homem não foi oficialmente divulgado.
1. O que e onde aconteceu?
Uma menina de três anos foi chutada pelo próprio pai enquanto caminhavam pela calçada em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná, no último domingo (5). A agressão foi registrada por câmeras de segurança.
Nas imagens, o homem aparece andando com a filha e o enteado, de cinco anos. Na sequência, ele para e chuta a menina, que cai no chão.
2. O que aconteceu após a agressão?
Após o chute, um homem se aproxima, abre os braços e tenta intervir na cena, mas é confrontado pelo pai das crianças.
Pouco tempo depois, a menina se levanta e os três continuam caminhando. De acordo com a Polícia Civil, a menina não se feriu.
3. Quando a polícia foi acionada?
A mãe da criança registrou um boletim de ocorrência na terça-feira (7), após ver as imagens nas redes sociais.
Naquele momento, o homem ainda não havia sido localizado pela polícia.
4. O que o pai alegou?
Na quarta-feira (8), o homem foi até a delegacia sem advogado, foi ouvido e, em depoimento, afirmou que chutou a filha porque ela estava chorando.
Conforme o delegado Anderson Andrei, o homem chorou e disse que estava arrependido do que fez. Naquele momento, ele não foi preso porque não houve flagrante, segundo a polícia.
De acordo com o delegado, a prisão em flagrante ocorre quando o crime está sendo cometido ou logo após a prática da agressão. Nesses casos, a pessoa é presa no momento da ação ou em uma situação de continuidade do crime.
5. O pai foi preso?
Na quinta-feira (9), o homem foi preso preventivamente, após a Justiça emitir um mandado de prisão contra ele.
Segundo a Polícia Civil, a prisão do homem foi solicitada após a investigação identificar um histórico de agressões contra as crianças que conviviam com ele — no caso, a filha e o enteado de cinco anos.
Além disso, o delegado afirma que a medida poderá fazer com que mais testemunhas possam denunciar as situações, sem medo do agressor.
6. Investigação
A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar o caso. Segundo o delegado, o homem vai responder pelo crime de lesão corporal.
A polícia também solicitou medidas protetivas de urgência para a menina, o irmão dela e a mãe. O Conselho Tutelar foi acionado e acompanha a situação.
O delegado Anderson Andrei explicou que, durante as investigações, diversas pessoas foram ouvidas e provas foram colhidas.
Com as informações, foi descoberto que o homem também agrediu o enteado anteriormente. Conforme o delegado, o menino estava com marcas no rosto e a suspeita é de que o padrasto tenha batido na criança com um cinto ou um pedaço de madeira.
“Há indícios de que aquela agressão não foi a única e também não só contra a menina. O outro menino, que seria enteado dele, também já teria sofrido algumas agressões pretéritas. Todo esse contexto foi levado ao conhecimento do Ministério Público, do Poder Judiciário e formalmente houve a expedição do mandado de prisão”, explicou o delegado Ricardo Moraes, durante entrevista coletiva nesta quinta-feira (9).
Com G1
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