A Polícia Federal (PF) de Guaíra abriu um procedimento disciplinar para investigar a conduta de um delegado, que teria ido ao Colégio Franciscano Nossa Senhora do Carmo, teria agredido e dado voz de prisão a um professor que discutiu com o seu filho de 13 anos.
O professor teria dito que “soltaria fogos de artifício” com a saída do aluno da escola, além de supostamente ter chamado o estudante de “nazista, racista, xenofóbico e gordofóbico”.
O delegado citou nomes de outros adolescentes que poderiam depor sobre a relação do professor com o aluno.
O professor admitiu que falou que comemoraria a saída do aluno, mas disse que o adolescente retrucou com uma piada pelo professor ser calvo.
O docente, então, diz que chamou o aluno para uma conversa em particular, mas nega que tenha ocorrido uma discussão.
O professor também negou ter chamado o filho do delegado de nazista e disse que era alvo frequente de piadas do aluno.
O profissional da educação reforça que em nenhum momento a conversa teve tom político ou que políticos tenham sido citados.
Após a conversa, o professor diz que seguiu o restante do dia de trabalho e na saída foi surpreendido pelo pai do aluno.
Ele contou que chegou a ir à delegacia no mesmo momento que o delegado, mas que este havia dito que estavam em greve e que não poderia registrar o caso.
Segundo o professor, o delegado disse que ele seria chamado para o registro nesta semana, mas até esta terça-feira ele ainda não tinha conseguido fazer o registro da agressão.
Após a repercussão, o ministro da Justiça, Flávio Dino, publicou no Twitter que “as apurações administrativas serão procedidas na Polícia Federal, visando ao esclarecimento dos fatos e cumprimento da lei”.
Com Rádio Difusora