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Policial

Delegado suspeito de estelionato e corrupção conheceu vítima enquanto ela registrava outro B.O. na delegacia

Rodrigo Souza foi alvo de operação nesta segunda-feira (23) em Foz do Iguaçu, ele é suspeito de cobrar valores por serviço não realizado


calendar_month 23 de dezembro de 2024
2 min de leitura

O delegado Rodrigo Souza, suspeito de cometer crimes de estelionato e corrupção no Paraná, fez o primeiro contato com a vítima enquanto ela registrava um Boletim de Ocorrência (B.O). O delegado foi alvo de uma operação nesta segunda-feira (23), em Foz do Iguaçu.

A informação foi apurada pela RPC, por meio do documento que autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão. O g1 tenta contato com a defesa do delegado.

Segundo a investigação, a vítima registrou B.O em novembro na 6ª Subdivisão Policial, onde o delegado trabalha, sobre uma invasão às contas digitais dela. Na ocasião, o suspeito se ofereceu para comprar um celular e um computador no Paraguai, levar os equipamentos eletrônicos até o Rio de Janeiro e realizar uma “blindagem” para que as invasões não voltassem a acontecer.

A vítima, então, pagou US$ 3 mil (R$ 18.270 na conversão atual) e não recebeu o serviço.

Durante dias, os dois trocaram mensagens para negociação. Em fotos das conversas, também obtidas pela RPC, o suspeito falou que encontraria a vítima em Curitiba para entregar o valor. Em uma das vezes em que a mulher pediu retorno do dinheiro, o homem respondeu que ela “pegue o dinheiro de volta” e siga “o seu caminho”.

Troca de mensagens entre a vítima e o suspeito. (Foto: Reprodução – RPC)

Ele chegou a devolver US$ 1.800, conforme o documento. Depois de outras tentativas, a mulher voltou à delegacia e fez a nova denúncia.

O suspeito nasceu no Rio de Janeiro e trabalha em Foz do Iguaçu há dois anos como plantonista. Ele permanece em liberdade.

O que diz a Polícia Civil

A Polícia Civil do Paraná (PC-PR) informou que, ao receber a denúncia da vítima, encaminhou o caso ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

“A PCPR também acompanhou a oitiva da suposta vítima e, desde o início, tem colaborado integralmente com o andamento do caso”, consta na nota emitida.

Com G1

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