Uma empresa que tem sede em Curitiba é uma das investigadas na operação deflagrada pela Polícia Civil de Pernambuco na manhã de quarta-feira (4) contra uma quadrilha suspeita de lavagem de dinheiro e jogos ilegais.
A companhia faz parte do consórcio que gerencia as Loterias do Estado do Paraná (Lottopar). O contrato de R$ 167 milhões com o Governo do Paraná prevê que o grupo controle o serviço por 20 anos.
A Lottopar não é citada nas investigações. O governo estadual disse ter pedido esclarecimentos à empresa e que estuda as medidas cabíveis. Leia detalhes a seguir.
A Justiça expediu 19 mandados de prisão no âmbito da investigação. Entre os presos na operação está a influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra.
Um empresário foi preso em Cascavel. Com ele, foram apreendidos o equivalente a R$ 70 mil, em diferentes moedas. Outro não foi localizado em Curitiba e é considerado foragido. A empresa afirma que ele “está em viagem profissional no exterior há vários dias”.
De acordo com as investigações da Polícia Civil de Pernambuco, a organização criminosa usava as chamadas “Bets” – empresas de apostas autorizadas e regulamentadas – para lavar dinheiro de jogos ilegais, como o jogo do bicho.
As investigações indicam que a tal empresa afirma prestar serviços de facilitação de pagamentos de compras online, estava atuando como meio de pagamentos para jogos de azar no exterior do Brasil.
“As várias células da organização criminosa também operavam no ramo de Bets. Mas o crime de origem, a gente ressalta que dizem respeito a esse jogos que não são autorizados pela legislação brasileira. Então, as Bets eram utilizadas pela organização criminosa também, além de outras empresas, na lavagem desse dinheiro ilícito oriundo desse ramo ilegal de jogos” explica o delegado-geral de Pernambuco, Renato Rocha.
No entanto, a polícia não deu detalhes sobre a participação de alguns suspeitos no suposto esquema criminoso.
O que dizem os citados?
O Governo do Paraná afirmou, por meio de nota, que solicitou esclarecimentos formais para a empresa e que estuda as medidas cabíveis nesse momento, sendo uma delas a instauração de um processo administrativo.
A nota cita que a “empresa foi selecionada em uma licitação pública, com ampla transparência”.
A empresa afirmou que está colaborando com as autoridades e que “disponibilizou espontaneamente todos os documentos e informações solicitadas dos clientes alvo da operação, permanecendo à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos necessários”.
Com G1