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Escândalo com padre: secretário da Segurança do Paraná cobra explicações da Igreja

Até o momento foram identificadas sete vítimas do padre Genivaldo Oliveira dos Santos


calendar_month 29 de agosto de 2025
2 min de leitura

O escândalo envolvendo o padre Genivaldo Oliveira dos Santos, de 42 anos, preso no último domingo (24) em Cascavel, trouxe à cidade o secretário da Segurança Pública do Paraná, coronel Hudson Teixeira, que, junto com a delegada do Nucria, Thaís Regina Zanatta, convocaram uma coletiva de imprensa, na quinta-feira (28).

Segundo o secretário, até o momento foram identificadas sete vítimas do padre Genivaldo e uma do arcebispo Dom Mauro Aparecido dos Santos, já falecido em 2021. Também é investigado um estupro de vulnerável ocorrido em 2008, contra uma criança. A polícia não descarta o surgimento de novos casos.

Uma das vítimas, hoje em dia padre, relatou que a Igreja Católica tinha conhecimento de denúncias. O secretário questionou a demora em comunicar às autoridades.

“O que está sendo investigado é porque esse fato só veio ao conhecimento da segurança agora. Se já era de conhecimento desde 2021, por que não foi tomada nenhuma providência?”, declarou Hudson.

Sobre a responsabilização da Igreja, o secretário afirmou que todos serão ouvidos, desde as gestões passadas até a atual.

“Isso será apurado pela autoridade judiciária para verificar a responsabilidade de cada um e entender por que o caso só chegou agora ao conhecimento da segurança pública”, completou.

Em relação a outros crimes, a polícia apura um boletim de ocorrência de uma criança de três anos, um acidente de trânsito envolvendo o padre e o caso de um jovem que tentou suicídio e está em tratamento.

Hudson também confirmou que foi cumprido mandado de busca em uma clínica terapêutica ligada ao padre também conhecido como Dudu. As vítimas, em sua maioria, eram seminaristas ou pessoas em situação de vulnerabilidade, que buscavam ajuda para tratamento contra drogas. Os abusos teriam ocorrido tanto no seminário quanto na casa do religioso.

A prisão do padre é temporária, mas pode ser convertida em preventiva, a depender da avaliação da delegada Thaís Zanatta. Por enquanto, apenas o padre e o arcebispo já falecido são formalmente citados nas investigações.

“Fatos novos surgirão, versões poderão ser descartadas, mas, a princípio, não há outros nomes confirmados”, informou a delegada.

Com Catve

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