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Ex-coordenador de abrigo em Foz do Iguaçu é investigado por desviar benefício de criança com deficiência

Desvio foram percebidos por família que adotou a criança, o homem sacou por dois meses o BPC destinado à criança acolhida e foi demitido após denúncia


calendar_month 20 de junho de 2025
2 min de leitura

Um ex-coordenador de uma casa de acolhimento em Foz do Iguaçu, está sendo investigado por desviar o benefício de prestação continuada (BPC) de uma criança com deficiência que estava sob guarda provisória da instituição e aguardava para ser adotada.

O caso aconteceu na unidade da organização Aldeias Infantis SOS Brasil, que presta serviços de acolhimento infantil na cidade. Segundo a Aldeias, ele atuava na instituição desde fevereiro de 2020 e foi demitido em março deste ano após denúncia. O homem não teve o nome divulgado.

O benefício desviado, previsto na Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), dá um salário mínimo mensal a idosos ou pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade.

Segundo a advogada Letícia Mangini, que representa a família que adotou a criança, o desvio do dinheiro foi descoberto cerca de três meses após a guarda ser concedida. Ela afirma que o ex-coordenador sacou valores de dois salários mínimos do benefício da criança.

“A família identificou essa irregularidade quando teve acesso aos documentos da criança. Viram as movimentações financeiras na conta e chamou a atenção porque era um período em que a criança já estava sob a guarda da nova família”, conta Magini.

Após consulta ao banco, foi identificado pela família que os saques haviam sido feitos pelo então coordenador da instituição.

A Polícia Civil (PC-PR) abriu um inquérito para investigar o crime de apropriação indébita. O Ministério Público do Paraná (MP-PR) e a Vara da Infância e da Juventude também acompanha o caso, que tramita em segredo de Justiça.

O g1 tenta identificar a defesa do ex-coordenador.

Aldeias confirmou a veracidade da denúncia

Em nota, a Aldeias Infantis SOS Brasil informou que, após ser notificada sobre um possível saque indevido, abriu um procedimento administrativo interno. Segundo a organização, a investigação confirmou a veracidade da denúncia, classificando o caso como isolado e contrário aos protocolos da instituição.

A organização afirma ainda que está realizando o ressarcimento dos valores por meio de procedimento judicial.

A prefeitura de Foz do Iguaçu, que tem convênio com nove casas lares na cidade, informou que está acompanhando o processo.

Com G1

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