O assassinato do tesoureiro do PT de Foz do Iguaçu, Marcelo Arruda, ocorrido no último dia 09, tem mais um capítulo. Um vigilante de 44 anos, responsável por operar o equipamento de vigilância do clube onde o crime aconteceu, teria cometido suicídio no domingo (18) ao se jogar de um viaduto em Medianeira.
A Polícia Civil do Paraná deve passar a investigar a morte do homem a fim de apurar se ela tem relação com o crime do último dia 09.
Ele era vigilante da Itaipu e um dos diretores da Associação Recreativa Esportiva Segurança Física de Itaipu (Aresf), onde ocorreu o crime. Segundo depoimentos à polícia, ele também era o responsável por passar a senha de acesso das imagens das câmeras.
A defesa da família de Marcelo Arruda pediu à Vara Criminal de Foz do Iguaçu nesta segunda-feira (18) mais diligências para apurar o caso. Na petição enviada à Justiça, os advogados pedem que seja determinada busca e apreensão do celular do vigilante e a quebra dos sigilos telefônico e telemático.
“Tais diligências permitirão saber se tais imagens estavam disponíveis aos diretores da Aresf, se foram compartilhadas, mensagens trocadas, instigações ou não havidas, tudo dando conta da busca da motivação do criminoso. Quem são os diretores? De que forma atuaram ou não? Partícipes ou não no fato criminoso? Quem disponibilizou as imagens? Quem tinha as senhas?”.
O policial penal federal Jorge José Guaranho, acusado de ser o autor do assassinato de Marcelo Arruda, viu imagens do aniversário da vítima antes de ir ao local e matar o guarda municipal e tesoureiro do PT. Guaranho estava em um churrasco em outro clube quando assistiu às cenas da festa de Arruda.
Na última quinta-feira (14), a Polícia Civil indiciou o agente penitenciário Jorge Guaranho pelo assassinato a tiros de Marcelo Arruda por crime de homicídio duplamente qualificado, mas descartou a tese de crime político.
Nota de pesar
A Itaipu Binacional emitiu nota de pesar pela morte do empregado, ocorrida no domingo, em Medianeira. Ele era natural de Santa Lúcia, tinha 44 anos e deixa esposa e três filhos.
O vigilante trabalhou na Itaipu por 20 anos, sempre como agente de segurança na Divisão de Segurança da Central.
O Presente com Preto no Branco