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Policial

Filho de mulher acusada de matar marido no Paraná em discussão por wi-fi presenciou crime, aponta investigação

Crime aconteceu em Cafelândia e, segundo polícia, homem foi morto por tiro de espingarda


calendar_month 2 de abril de 2026
3 min de leitura

O filho de 13 anos da mulher suspeita de matar o marido em Cafelândia, no oeste do Paraná, presenciou o crime e contou a pelo menos quatro familiares que ela foi a autora do disparo, segundo a Polícia Civil (PC-PR).

Jaqueline Francisca dos Santos Schumann, de 32 anos, está presa preventivamente.

Inicialmente, a investigação da polícia mostrava que ela assassinou Valdir Schumann, de 44, após ele se negar a consertar o roteador de wi-fi da casa da família. Entretanto, nesta quarta-feira (1º), o Ministério Público do Paraná (MP-PR) ofereceu denúncia contra a mulher e afirmou que a motivação foi uma discussão que começou porque a mulher queria desligar a internet e a TV, mas o homem discordou.

O adolescente, filho do casal, foi ouvido pelo Conselho Tutelar, que realizou um relatório de atendimento e confirmou a revelação espontânea – quando o órgão descobre uma infração penal através de uma criança ou adolescente em situação de risco.

O relato do adolescente reforça a conclusão de que o homem foi morto com um tiro de espingarda dentro de casa.

Atualmente, o jovem está com familiares e é atendido pelo Conselho Tutelar do município.

MP oferece denúncia contra esposa

Nesta quarta, o Ministério Público do Paraná (MP-PR) confirmou que denunciou Jaqueline por homicídio triplamente qualificado: uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, motivo fútil e em condições que geraram perigo comum (por ter acontecido na presença do filho do casal).

Além disso, a Promotoria de Justiça solicitou que a mulher vá a júri popular e pague R$ 100 mil à família da vítima.

Conforme o MP, Jaqueline também é acusada de fraude processual, por ter movido a arma “com a intenção de simular suicídio ou disparo acidental”.

Em nota, a defesa dela afirmou que há “robustos elementos probatórios” que contradizem a versão apresentada pela investigação, que a prisão é precipitada e que os fatos serão esclarecidos ao longo do processo.

Os advogados também sustentam que a acusada colaborou com as investigações, não tem antecedentes e possui residência fixa.

Inicialmente, crime foi tratado como acidente

Inicialmente, Jaqueline afirmou que Valdir havia se ferido acidentalmente ao manusear a arma. A versão, no entanto, foi descartada após a polícia identificar contradições.

Segundo o laudo da Polícia Científica, não havia sinais de disparo à curta distância. Além disso, a vítima era destra e foi atingida no braço esquerdo, o que, para os investigadores, torna improvável que o tiro tenha sido acidental.

Além disso, testemunhas relataram que o casal tinha brigas frequentes e, de acordo com a polícia, a mulher era considerada agressiva no ambiente doméstico.

Durante as investigações, familiares de Valdir procuraram a delegacia para denunciar a morte e contestar a primeira versão apresentada por Jaqueline.

Com G1

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