Os investigadores descobriram o contato do sequestrador de uma adolescente de 14 anos, natural de Toledo (PR), por meio do jogo on-line Free Fire, infodisse a Polícia Civil nesta segunda-feira (03).
Segundo o delegado chefe da 20ª Subdivisão Policial (SDP), Alexandre Macorin, a vítima deixou uma mochila com roupas prontas para viagem ao lado do portão da casa dos pais. O celular dela foi desligado, o que a impossibilitou de ter contato com outras pessoas.
Entre as pessoas que a menina trocava mensagens no jogo, os investigadores identificaram um perfil suspeito. Ao cruzarem as informações, os policiais descobriram que ela já tinha passagens por sequestro em Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Depois, as equipes descobriram que o acusado de ser o autor do crime esteve em Toledo durante a madrugada em que a vítima foi raptada. Para chegar ao Oeste do Paraná, o criminoso alugou um carro perto de Porto Alegre, capital gaúcha. Ele tem 42 anos e foi preso em Ermo, no Sul de Santa Catarina, sendo levado para o presídio de Araranguá, no mesmo Estado.
Policiais civis do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul realizaram o resgate da vítima, sem ferimentos, no último sábado. A menina foi encaminhada para Curitiba, no Paraná, e, por fim, levada até o Conselho Tutelar de Toledo.
Pais, cuidado
O Free Fire é um jogo desenvolvido pela Garena e se consolidou com um dos jogos eletrônicos mais famosos do mundo. Disponibilizado no Brasil desde 2017, o Free Fire é um jogo que pode ser jogado no celular casualmente entre amigos e tem como objetivo sobreviver a inimigos dentro de uma zona segura.
“Muitas vezes esses jogos eletrônicos estão sendo colocados dentro da casa dos filhos das pessoas, estranhos e desconhecidos. É muito difícil a polícia conseguir fazer esses rastreamentos. A gente tem que priorizar a investigação e agente alerta aos pais: muito cuidado com esses jogos eletrônicos, principalmente, entre adolescentes”, enfatiza o delegado Alexandre Macorin.
Com Catve