Para coibir os índices de furtos e roubos em Marechal Cândido Rondon, a Polícia Militar (PM) está apostando em operações de bloqueio e arrastão na cidade.
As ações de fiscalização intensificadas foram deflagradas após a PM detectar determinados movimentos criminosos que poderiam desembocar em novos crimes na região, como é o caso do roubo registrado na madrugada do último sábado (05), na Rua São João Del Rey, no bairro Vila Gaúcha. Na ocasião, quatro elementos armados invadiram uma residência e roubaram uma caminhonete Hilux e um Siena, mais de R$ 2 mil em espécie, além de aparelhos eletrônicos e demais objetos.
Desde então, como forma de dar uma resposta à comunidade, bem como inibir as ações criminosas, a polícia deu início aos trabalhos pontuais envolvendo abordagens a veículos e pessoas, além de fiscalizações a estabelecimentos comerciais e locais de intensa movimentação na cidade, como as avenidas. “Nossa intenção é arrefecer essa possibilidade das ações criminosas se expandirem, determinando que os trabalhos de fiscalização sejam intensificados com ações específicas”, expõe o comandante da 2ª Companhia de Polícia Militar, capitão Valmir de Souza.
O intuito, afirma ele, é fazer com que a criminalidade não aumente e assim seja possível redesenhar o planejamento de policiamento para os próximos dias em Marechal Rondon. “A policia sempre trabalha com a possibilidade de que crimes podem acontecer, não que necessariamente haja temores. “A ideia é que com crimes acontecendo nós consigamos nos antecipar e, desta forma, os criminosos percebam que a Polícia Militar está na rua trazendo segurança ao cidadão rondonense e, se necessário for, enfrentando de pronto qualquer ação criminosa”, afirma o comandante.

Quebra da ação criminosa
Desencadeadas desde o último fim de semana, as operações tiveram sequência durante a semana e planejam impedir o modus operandis dos criminosos. “Ladrões que visam roubar caminhonetes ou outros veículos, por exemplo, costumam agir em momentos e horários específicos e a PM precisa estar atenta 24 horas por dia a qualquer atitude suspeita”, destaca Souza.
Por conta disso, blitze de trânsito também estão sendo realizadas pelos policiais no decorrer das operações. “Todos os criminosos, e mais especificamente aqueles que costumam roubar veículos, precisam circular, e o trabalho de uma blitz não é puramente verificação de trânsito, mas também evitar que criminosos circulem na cidade”, comenta o comandante.
Juntas, as ações do fim de semana e de quarta-feira (09) culminaram na averiguação de 79 veículos, 133 pessoas abordadas e nove estabelecimentos comerciais fiscalizados. Por apresentarem grande movimentação, principalmente à noite, as praças públicas da cidade também são alvos do policiamento reforçado. Ainda no decorrer das operações, quatro veículos foram retidos por não apresentarem documentação regular e 14 notificações foram emitidas.
Ainda na quarta-feira, durante a blitz, um homem com mandado de prisão em aberto foi detido pelas equipes policiais. “Isso prova que blitze de trânsito são necessárias e incidem diretamente na criminalidade. Assim como todos, bandidos também andam de carros, motocicletas, bicicletas e até mesmo a pé”, enaltece Souza.
Ele informa que as operações, que seguem por tempo indeterminado, não estão concentradas apenas em Marechal Rondon, mas, sim, em toda a área de abrangência da 2ª Companhia de PM.

Trabalho preventivo
Com um dos focos voltados às abordagens de suspeitos, Souza explica que a polícia trabalha com base em fundadas suspeitas dentro da ideia de que determinada pessoa possa estar com algum objeto proveniente de crime. “O nosso trabalho é evitar que as pessoas circulem com esses objetos e, caso flagradas, sejam encaminhadas à Justiça”, relata.
É nesse aspecto que, conforme o comandante da PM, o trabalho da polícia se torna preventivo. “Ao ver a presença da polícia, alguém que tenha uma intenção criminosa vai desistir ou ser impedido pelos policiais”, reforça.
As abordagens a veículos na região central, e logo nas principais vias da cidade, são pensadas de forma a barrar a passagem de produtos oriundos de furtos e roubos. “Esses são locais de grande movimento que se constituem como rota de passagem de veículos que queiram sair município e, por ser faixa de fronteira, seguir para o país vizinho”, diz o capitão.

Foco no policiamento de rotina
Souza define as operações como pontos dentro de todo um planejamento de segurança e reforça que o maior objetivo é o policiamento de rotina, que vem apresentando bons resultados. “Os índices de criminalidade estão estáveis, com tendência de queda, e isso é fruto do trabalho diário dos policiais”, pontua.
A partir disso, as operações são realizadas quando algumas discrepâncias na atuação do crime são constatadas. “A capacidade de abordagem das operações é maior que a do policiamento rotineiro. No dia a dia os policiais atendem uma série de ocorrências, desde violências domésticas até perturbação de sossego, que são questões corriqueiras. Empregados em operações, os policiais têm por função trabalhar mais intensamente nas abordagens, o que surte um efeito preventivo muito maior”, finaliza.
