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“Golpe da promissória” faz centenas de vítimas na região; Marechal Rondon já tem registro de caso

Estelionatário utiliza promissórias assinadas em confiança para cobrar dívidas inexistentes na Justiça


calendar_month 7 de abril de 2026
2 min de leitura

Um esquema de estelionato que já vinha sendo investigado em Cascavel começa a ganhar repercussão em Marechal Cândido Rondon. Conhecido como “Golpe da Promissória”, o crime já fez uma vítima confirmada no município, que registrou boletim de ocorrência após ser surpreendida com uma cobrança judicial indevida.

Como funciona o golpe

O suspeito, descrito como um homem de boa aparência e extremamente insistente, aborda mulheres — em especial profissionais liberais como cabeleireiras e diaristas — oferecendo estojos de semijoias para revenda. A promessa é de lucro de até 30% sobre as vendas, sem custo inicial.

Para garantir a entrega das peças, ele exige a assinatura de uma nota promissória em branco ou com o valor total do mostruário. O golpe se concretiza meses ou até anos depois: mesmo que a vítima devolva as peças ou quite a dívida, o documento não é devolvido. Posteriormente, o golpista ingressa com ações de execução na Justiça, cobrando valores entre R$ 5 mil e R$ 12 mil.

Caso em Marechal Rondon

Uma cabeleireira relatou que aceitou o estojo por insistência, mas devolveu todas as peças intactas após 30 dias, acreditando que a relação comercial estava encerrada. Um ano depois, foi surpreendida com uma notificação judicial cobrando o valor integral do mostruário devolvido.

Impacto regional

Em Cascavel, cerca de 20 mulheres já denunciaram o caso à 15ª SDP. Estima-se que, em toda a região, o número de vítimas ultrapasse 750 pessoas. Há relatos de famílias que perderam veículos e tiveram contas bloqueadas.

Segundo o advogado Rafael Hech, que representa parte das vítimas, o golpista chega a fotografar bens das revendedoras para indicar à Justiça como possíveis alvos de penhora. “O problema é que ele cobra o valor total das notas, ignorando devoluções ou pagamentos parciais”, explica.

Orientação das autoridades

A Polícia Civil investiga o caso e recomenda que qualquer pessoa que tenha passado por situação semelhante procure a delegacia. A principal orientação é nunca assinar notas promissórias em branco e exigir a devolução física do documento no momento da quitação da dívida ou devolução das mercadorias.

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