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Golpista oferecia salários de R$ 5,8 mil em falsas vagas de emprego e fazia dívidas no nome de “candidatos”

Polícia afirma que ela inventava vagas e entrevistas de emprego para atrair vítimas


calendar_month 17 de março de 2026
2 min de leitura

Uma mulher de 32 anos é suspeita de inventar vagas de emprego e fazer falsas entrevistas para roubar dados de candidatos e fazer dívidas no nome deles, oferecia salários de mais de R$ 5,8 mil para atrair vítimas, segundo a Polícia Civil.

Ela é suspeita de ter aplicado o golpe contra pelo menos cinco pessoas de Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. De acordo com o delegado Gabriel Munhoz, todos aconteceram em janeiro de 2026 e, no começo do mês seguinte, a mulher foi presa em flagrante cometendo o mesmo crime em Guarapuava, que fica a cerca de 160 quilômetros.

Entre as vagas inventadas, havia falsas oportunidades para enfermeira particular e motorista executivo particular, por exemplo. Além do salário, também eram prometidos benefícios como vale-alimentação, plano de saúde e plano odontológico, por exemplo. Veja nos prints abaixo.

Prints mostram como golpista abordava vítimas oferecendo falsas vagas de emprego — Foto: Reprodução

O delegado Gabriel Munhoz, afirma que Andressa se apresentava falsamente como “Priscila de Almeida”, afirmando ser psicóloga de uma empresa de recursos humanos (RH), e marcava as entrevistas de emprego em coworkings – locais que alugam espaços comerciais temporariamente.

Golpe do falso emprego: entenda como mulher roubava dados de candidatos para fazer dívidas. (Foto: Reprodução)

A mulher, então, simulava processos seletivos reais, aplicando provas e questionários, e fotografava os documentos originais e o rosto das vítimas sob o pretexto de realizar “reconhecimento facial”.

“De posse dessas informações e da biometria facial, a mulher realizava aberturas de contas bancárias, empréstimos e financiamentos de veículos de luxo em nome dos candidatos, sem que estes soubessem”, explica Munhoz.

O delegado afirma que a golpista é de Curitiba, permanece detida na região de Guarapuava e, agora, foi indiciada por mais crimes de estelionato em Ponta Grossa.

“Somadas as penas pelos novos crimes, em razão do concurso material, a condenação pode chegar a 20 anos de reclusão. A Polícia Civil alerta que outras possíveis vítimas que tenham passado por situações semelhantes devem procurar a delegacia para registro do boletim de ocorrência, e novo reconhecimento”, destaca o delegado.

Em nota, a defesa da mulher disse que acompanha as investigações e vai se manifestar no processo.

O delegado Gabriel Munhoz ressalta que os coworkings utilizados pela mulher para as falsas entrevistas de emprego não sabiam dos golpes e também são considerados vítimas.

Com g1

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