A decisão foi tomada na última sexta-feira (13), pela 1ª Vara Cível do município, após um pedido feito pelo Centro Cultural Beneficente Islâmico, responsável pela mesquita. A entidade buscou a medida para proteger os frequentadores e evitar novos casos de violência.
Com isso, deve manter distância mínima de 300 metros da mesquita e do centro cultural, que ficam na Rua Meca, no bairro Monjolo. Se descumprir a ordem, poderá pagar multa de R$ 2,5 mil a cada vez.
De acordo com o processo, há registros de ocorrências desde 2018 envolvendo o homem. Entre os casos estão agressões, ameaças e ofensas contra integrantes da comunidade árabe e muçulmana, inclusive dentro do próprio espaço religioso.
O episódio mais recente aconteceu no dia 12 de fevereiro deste ano. Na ocasião, ele agrediu duas mulheres muçulmanas dentro de um shopping de Foz do Iguaçu. Durante o ataque, as vítimas foram alvo de xingamentos relacionados à religião e à origem, e uma delas teve o hijab arrancado.
Depois desse caso, o homem foi preso em flagrante e segue em prisão preventiva. O Ministério Público também apresentou denúncia por crimes como injúria, lesão corporal, discriminação e preconceito.
Ao analisar o pedido, o juiz entendeu que há indícios de um comportamento repetido de violência motivada por discriminação. Para ele, a medida é necessária para garantir a segurança das pessoas que frequentam a mesquita e preservar o direito de praticar a religião.
A decisão vale por enquanto, até que haja uma nova análise da Justiça. O processo continua em andamento.
Com Catve
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