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Policial

Homem preso por feminicídio em Cascavel já matou outra companheira, informa PM

Arma do crime não foi localizada até o momento


calendar_month 4 de fevereiro de 2026
2 min de leitura

A principal revelação feita pela Polícia Militar (PM) após o feminicídio ocorrido na noite de terça-feira (3), no Jardim Belmonte, em Cascavel, é o arsenal de armas e munições encontrado na casa do autor e o histórico criminal grave do suspeito.

Em entrevista, o 2º Tenente Leonardo Brandt informou que, durante buscas na residência do homem, no bairro Morumbi, os policiais localizaram quatro armas de fogo. “Encontramos uma pistola 9mm, uma carabina .22, uma espingarda calibre 12 e ainda uma espingarda de pressão”, detalhou.

Além disso, foram apreendidas mais de 650 munições intactas de diversos calibres e vários estojos já deflagrados. Segundo o tenente, também foi localizada a caixa do revólver calibre .38 que teria sido usado no crime. “A arma em si ele disse que dispensou perto do local dos disparos. Fizemos buscas, mas infelizmente não conseguimos localizar”, afirmou.

O suspeito é Caçador, Atirador e Colecionador (CAC) e possui registro das armas. De acordo com Brandt, o material apreendido chama atenção pelo volume. “É uma quantidade muito grande de munições e armas para um único indivíduo, o que naturalmente gera preocupação.”

Outro ponto que chamou atenção da polícia é o passado do autor. Conforme destacou o tenente, ele já havia respondido por homicídio. “Há cerca de 25 anos ele matou uma mulher com um tiro na cabeça. Agora, novamente, estamos diante de uma situação extremamente grave”, ressaltou.

As investigações indicam que Ana Rosa Pereira da Silva, de 32 anos, mantinha um relacionamento com o suspeito há aproximadamente cinco anos. Na noite do crime, uma discussão entre o casal terminou de forma trágica. “Essa discussão acabou colocando fim não só no relacionamento, mas na vida da vítima”, disse o tenente.

A mulher foi retirada à força do carro e atingida por quatro disparos no abdômen e no tórax, morrendo no local.

O caso segue sob responsabilidade da Polícia Civil, que apura todos os detalhes do crime e a origem e regularidade das armas apreendidas.

Com Catve

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