A Receita Federal e o Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade começaram a destruir cigarros contrabandeados, na quarta-feira (13), em Foz do Iguaçu.
A carga, dividida em oito caminhões, estava armazenada em depósitos da Receita Federal de Bauru, em São Paulo. Somente na quarta-feira, foram entregues 130 toneladas na alfândega de Foz. Ao todo, 320 toneladas do produto serão transportadas.
Enfileirados e sob um forte esquema de segurança, os veículos carregaram mensagens contra a comercialização ilegal de cigarros.
O motivo da carga ser levada para o Paraná é porque a Receita Federal do estado tem os equipamentos adequados para fazer a destruição do material.
De acordo com o Fórum Nacional de Combate à Pirataria, 57% do produto consumido no país vem de contrabando. O crime, somente em evasão fiscal, deve provocar prejuízo de R$ 12 bilhões esse ano ao Brasil.
Especialistas e autoridades afirmam que o dinheiro do contrabando de cigarros está ligado ao tráfico de drogas e a outros crimes violentos. Por isso, a importância dessas operações.
“Nós não podemos reclamar da violência e ao mesmo tempo financiar quem pratica essa violência, que é o crime organizado que vende esses cigarros em todo o país”, disse Edson Vismona, presidente do Fórum.
As 320 toneladas de cigarros estão sendo armazenadas com outros cigarros contrabandeados apreendidos e guardados na Receita Federal em Foz do Iguaçu.
A estimativa é que somente para destruir o material de São Paulo vai ser necessário aproximadamente um mês e meio.
Os cigarros estão sendo processados em máquinas que separam os componentes, como o fumo, os filtros e o papel. Todo o material é reaproveitado. O tabaco triturado, por exemplo, vai para caldeiras de fábricas e as partes plásticas servem para fazer madeira ecológica.
“Estamos também subordinados a própria legislação de resíduos sólidos que prevê que seja dada a destinação correta a todos os resíduos gerados”, explicou Hipólito Caplan, auditor fiscal e delegado adjunto da Receita de Foz.

Carga, dividida em oito caminhões, estava armazenada em depósitos da Receita Federal de Bauru, em São Paulo
Com RPC TV