As investigações da Corregedoria da Polícia Militar (PM) apontam que os quatro policiais presos em Foz do Iguaçu, na terça-feira (26), são suspeitos de cobrar propina de cidadãos na cidade.
Conforme a denúncia, os policiais presos estavam sendo monitorados pela corregedoria.
Na decisão que determinou a prisão deles, o juiz Leonardo Bechara Stancioli, da Vara da Justiça Militar, afirmou que dois policiais, em 10 de junho de 2021, repassaram informações para a equipe composta por outros dois policiais.
Eles orientaram os militares, conforme o documento, a realizar a abordagem de um caminhão que transportava mercadorias do Paraguai e exigir vantagem econômica para liberar a passagem do veículo.
Os PMs encontraram mais de R$ 1 milhão em mercadorias no veículo.
De acordo com as investigações, logo na sequência, os dois policiais abordaram o caminhão e exigiram a prestação de R$ 400 mil do proprietário da carga, para não apreender os produtos.
As investigações apontam que um deles, naquela mesma data, às 22 horas, aparentemente, recebeu R$ 60 mil.
Ainda de acordo com a denúncia, os policiais passaram a fazer patrulhas perto da casa do empresário com o objetivo de forçar o pagamento do restante da propina.
Conforme as investigações, no 30 de julho de 2021, dois destes policiais, supostamente, permaneceram parados na esquina do domicílio da vítima por cerca de cinco minutos.
O juiz destacou, na decisão, que dois dos policiais teriam ido até o escritório do empresário no Paraguai para receber parcelas da propina.
Os quatro policiais militares foram presos em casa e seguem detidos, nesta quinta-feira (28), no 14º batalhão, em Foz do Iguaçu, e passaram por audiência de custódia.
Prisões
Os quatro policiais militares foram presos durante a Operação Dominó, que cumpriu seis mandados de busca e apreensão, quatro mandados de prisão e de suspensão de função pública contra os policiais que atuam na 1ª Companhia do 14º Batalhão da Polícia Militar.
Um quinto policial foi flagrado com uma porção de drogas e foi preso em flagrante. Ele assinou um termo circunstanciado e foi liberado.
As investigações apuram denúncias de prevaricação, que é o delito cometido por funcionário publico por má-fé ou para satisfazer interesses próprios ou de terceiros.
Além de peculato, que consiste em furto ou apropriação de bens ou valores públicos, e concussão, que é o crime contra a administração pública.
O comando da PM disse que não compactua com qualquer desvio de conduta e tem como objetivo principal a garantia de bem estar e segurança de todos os paranaenses.
Com G1