Um jornalista foi preso nesta quarta-feira (19), no Rio de Janeiro, na 2ª fase da Operação Carga Fria, deflagrada pela Polícia Civil do Paraná e do Ministério Público daquele Estado contra o tráfico de drogas. No cumprimento de outro mandado, houve tiroteio e um suspeito morreu.
Segundo as investigações, o jornalista é o responsável pela contabilidade e gerência das contas bancárias da quadrilha.
Em apoio às autoridades paranaenses, agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), da Polícia Civil do RJ, prenderam o jornalista na comunidade da Divineia, no Andaraí, e apreenderam duas BMWs e uma mala de dinheiro.
Confronto no Fallet
Houve troca de tiros no Morro do Fallet-Fogueteiro, em Santa Teresa. A polícia informou que um traficante que estava com um fuzil morreu na troca de tiros.
Bandidos chegaram a atravessar um ônibus na Rua Barão de Petrópolis, no Rio Comprido, para dificultar a ação dos policiais.
A operação no país
Uma força-tarefa paranaense saiu para cumprir 11 mandados de prisão e 27 de busca e apreensão em endereços em cinco Estados. Participam da ação mais de 180 policiais.
De acordo com as investigações, essa organização criminosa distribui drogas do Paraná para Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Em quatro anos, o bando movimentou mais de R$ 100 milhões em espécie e em transações bancárias para laranjas e empresas de fachada.
Os alvos são investigados por organização criminosa, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e associação para o tráfico.
A ação aconteceu simultaneamente em dez municípios de cinco Estados: Toledo, Cascavel, Pato Bragado, Marechal Cândido Rondon, Capitão Leônidas Marques e Capanema, no Paraná; Balneário Camboriú, em Santa Catarina; Ribeirão das Neves, em Minas Gerais; e nos municípios de São Paulo e Rio de Janeiro.
Na primeira fase da operação, deflagrada em agosto de 2023, foram presas 15 pessoas, apreendidas 11 armas de fogo e sequestrados aproximadamente R$ 25 milhões em bens móveis, imóveis e dinheiro.
A investigação apontou que a distribuição do entorpecente era feita em caminhões frigoríficos, escolhidos pela dificuldade de fiscalização, já que o rompimento do lacre poderia comprometer o produto.
Os chefes da organização criminosa ostentavam padrão de vida elevado, com apartamentos e casas milionárias, viagens, carros luxuosos e veículos aquáticos.
Com G1