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Policial

Justiça concede prisão domiciliar a Jorge Guaranho

Condenado pela morte de Marcelo Arruda deixa o Complexo Médico Penal e cumprirá pena em Foz do Iguaçu


calendar_month 31 de março de 2026
2 min de leitura

O ex-agente penal Jorge Guaranho, que cumpre pena de 20 anos de reclusão pelo assassinato do tesoureiro do PT, Marcelo Arruda, recebeu autorização judicial para migrar para o regime domiciliar. A medida, que passou a valer oficialmente no dia 17 de março, permitiu que o apenado deixasse o Complexo Médico Penal em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, para retornar à sua cidade de origem, Foz do Iguaçu.

A decisão da Justiça fundamentou-se no atual estado de saúde do ex-servidor. De acordo com o despacho, o quadro clínico e as sequelas físicas que o acompanham desde o episódio do crime foram determinantes para a concessão do benefício. A defesa argumentou com sucesso que a unidade prisional onde ele se encontrava não dispunha da infraestrutura necessária para oferecer o suporte médico e a assistência contínua exigidos pelo seu caso.

Esta movimentação no processo não é inédita, uma vez que Guaranho já havia obtido o direito à prisão domiciliar anteriormente, mas a decisão acabou revogada em março de 2025, o que o obrigou a retornar ao sistema fechado. Com o novo entendimento jurídico, ele agora enfrenta restrições severas: está terminantemente proibido de se ausentar de sua residência em Foz do Iguaçu, sendo as únicas exceções permitidas as saídas devidamente comprovadas para consultas ou tratamentos de saúde.

O caso que levou à condenação ocorreu em julho de 2022, durante a comemoração do aniversário de 50 anos de Marcelo Arruda. A festa, que tinha temática política, foi invadida por Guaranho, que na época era servidor da Penitenciária Federal de Catanduvas. Após uma discussão inicial motivada por divergências ideológicas, o ex-agente retornou ao local armado e efetuou os disparos que tiraram a vida do guarda municipal. Pelo ato, ele foi exonerado do cargo público em 2023 por decisão do Ministério da Justiça.

Com Catve

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