A Vara Única de Bom Retiro, na Serra catarinense, determinou júri popular para o homem acusado de matar um casal e o filho deles de oito anos em Alfredo Wagner, na Grande Florianópolis, em agosto. A Justiça também negou a possibilidade de ele responder pelo crime em liberdade.
A decisão é de terça-feira (22). O advogado que defende o réu disse que não havia sido intimado até a noite de terça. Porém, quando for, vai recorrer.
O pai, Carlos Tuneu, de 67 anos, que era argentino, foi achado morto ao lado do próprio carro a um quilômetro da entrada da residência da família. A mãe, Loraci Matthes, de 50 anos, e o filho, Mateo Tuneu, de apenas oito anos, foram encontrados mortos dentro da casa, em uma propriedade rural.
A mulher era natural de Marechal Cândido Rondon, onde seus familiares residem. O menino era argentino. Os corpos da família foram encontrados no último dia 09 de agosto.
DECISÃO
O suspeito também vai responder pelas qualificadoras de motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas, além de ter agido por duas vezes para assegurar a impunidade de outros crimes.
De acordo com o Poder Judiciário, a qualificadora de motivo fútil foi dada porque há indícios de que a motivação do acusado seja uma dívida financeira. O meio cruel foi porque ele usou um instrumento e deu vários golpes nas cabeças das vítimas. Por fim, o juiz Edison de Oliveira Júnior escreveu que o homem atacou as pessoas sem dar a chance de eles se defenderem, já que foram vários e sucessivos golpes.
Na primeira vez que foi interrogado, o réu afirmou ser inocente, conforme a Justiça. Na segunda vez, ficou em silêncio.
CRIME E INVESTIGAÇÃO
A arma do crime foi uma barra de ferro, conforme a Polícia Civil. Os policiais voltaram ao sítio da família um dia depois dos homicídios e encontraram documentos relacionados à dívida do suspeito com a família. A polícia diz que o acusado do triplo homicídio tinha comprado gado de Carlos Tuneu e estaria sendo cobrado.
O acusado chegou a registrar um boletim de ocorrência contra Carlos. Um dia antes do crime, o acusado teria assinado papéis se comprometendo a pagar parte da dívida no dia seguinte.
O promotor de Justiça Francisco Ribeiro Soares considerou na denúncia à Justiça que primeiro a mulher foi espancada, depois o filho e o marido. Ele também entende que os últimos dois crimes foram feitos para acobertar os anteriores.
Com G1 SC

Foto: IGP/Divulgação