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Policial

Mãe do soldado Garcia foi morta a facadas em Toledo

Já o irmão foi atingido por disparos de arma de fogo à queima-roupa


calendar_month 15 de julho de 2022
3 min de leitura

A mãe e o irmão do policial militar Fabiano Garcia, autor de chacina ocorrida em Toledo e Céu Azul, estavam deitados cada um em seu quarto quando foram mortos. Os detalhes foram confirmados pelo delegado-adjunto Ilson Campaner, da Polícia Civil de Toledo.

Irene Garcia, mãe do soldado, foi morta por golpes de faca. O irmão, Claudiomiro, foi atingido por disparos de arma de fogo à queima-roupa.

De acordo com áudio gravado por Fabiano antes dele tirar a própria vida, a motivação do ataque se deu por não aceitar a possível separação com a esposa Kassiele Moreira e ter dívidas por jogos de aposta. Na mensagem de voz ele ainda diz que agiu dessa forma para não deixar peso para ninguém.

A Polícia Militar fará procedimentos jurídicos, considerando que Garcia usou a arma da instituição para cometer o crime.

Veja quem são as vítimas:

Kaio Felipe Siqueira da Silva, 17 anos – desconhecido;

Luiz Carlos Becker, 19 anos – desconhecido;

Kassiele Moreira, 28 anos – esposa;

Irene Garcia, 79 anos – mãe;

Claudiomiro Garcia, 50 anos irmão;

Amanda Garcia, 12 anos – filha;

Kamili, 8 anos – filha;

Miguel, 4 anos – filho.

O caso

O policial militar Fabiano Junior Garcia, lotado no 19º Batalhão de Polícia Militar (BPM), matou oito pessoas, dentre elas seus três filhos, e tirou a própria vida. A tragédia aconteceu entre a noite de quinta (14) e a madrugada de sexta-feira (15), nas cidades de Toledo e Céu Azul, no Oeste do Paraná.

Soldado Garcia cumpriu plantão até por volta de 19 horas. As mortes aconteceram na Rua Paraíba, na Vila Paulista, e na Rua Getúlio Vargas, na Vila Boa Esperança.

Garcia, então, foi até a Rua Rui Barbosa, região central de Toledo, na casa onde morava com a esposa e também a assassinou a tiros. Em seguida, ele cometeu suicídio no seu automóvel. Fabiano Junior Garcia estava na Polícia Militar desde 2010 e era tido pelos colegas como um cara “tranquilo”.

Nota oficial

“A Secretaria da Segurança Pública lamenta o caso ocorrido em Toledo e Céu Azul e informa que as Polícias Civil, Militar e Científica não medirão esforços para apurar a motivação dos fatos. Foi instaurado inquérito policial nas delegacias de ambas as cidades (Toledo e Céu Azul). Perícias foram realizadas nos locais e equipes de investigação seguem na coleta de informações e realizam diligências para concluir o caso.

Segundo a Polícia Militar, o policial, que prestava serviços no 19º Batalhão, em Toledo, não tinha histórico que pudesse indicar problemas psicológicos.

A Secretaria ressalta ainda que conta com o Programa de Atenção Psicossocial (Prumos), implantado em todo o Estado, desde 2020, para oferecer atendimento psicossocial a servidores e familiares. Neste caso, as equipes do Prumos de Foz do Iguaçu e Toledo já estão atuando no suporte à família das vítimas. Além disso, uma equipe da capital também irá para a região para fornecer todo o apoio necessário”.

Com Catve

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